Em recente mensagem publicada no seu blog, o Sr. Thiago
Fiago reclama que tomei “uma simples imagem analógica usada em sala (à
guisa de exemplo para uma platéia bastante heterogênea) com o intuito de
mostrar cabalmente que confundia eu ali, ao final das contas, o eidos,
quer dizer, a forma inteligível do STF, com os seus acidentes
individuantes, a respeito da “união homoafetiva”.
Releiam o que escrevi a respeito aqui no meu blog e confiram se o sr. Thiago Fiago, tentando provar sua impotência humana de conhecer essências por intuição, não usou como exemplo a impossibilidade de apreender “a essência de um copo envenenado” (sic). Digam-me em seguida se quem erra sou eu ao dizer que o STF roubou desavergonhadamente uma função do Legislativo e agregou a isso o crime de adulterar a Constituição.
Pego em flagrante burrada, o Sr. Thiago Fiago poderia, sem abdicar da sua tese e sem passar vergonha nenhuma, ao menos confessar que o artigo em seu blog é ruim, inepto, grotesco. Mas não. “Repetidor do magistério infalível”, ele não pode reconhecer que falhou nem mesmo num detalhe. Fiel ao seu hábito, ele nem confessa o erro nem tenta defendê-lo: muda de assunto. Foge ao ponto em discussão e camufla o vexame sob uma longa e eruditíssima argumentação anti-homofóbica.
Ora, por mais certa, exata e infalível que fosse essa segunda série de argumentos, ela não teria jamais o dom miraculoso de tornar retroativamente aceitável o exemplo do meu artigo, com o qual ilustrei, não a teoria intuicionista ou qualquer outra, mas a confusão mental do Sr. Thiago Fiago, sua escassa confiabilidade de pensador e advogado.
Notem que, na breve análise que fiz do malfadado exemplo, não apresentei nenhum argumento em favor do intuicionismo, apenas mostrei a inépcia de uma crítica em particular feita a essa teoria no curso de uma “aula” do Sr. Thiago Fiago. Qualquer pessoa que saiba ler percebe que o assunto ali não era intuicionismo nem anti-intuicionismo, mas uma performance pedagógica deplorável. Se o autor da performance finge que não percebeu nada e desvia a conversa para uma eruditíssima refutação “fiaguista” do intuicionismo, só demonstra com isso, novamente, a sua propensão compulsiva de fugir dos fatos deprimentes para o reino maravilhoso das abstrações e teorias, com a vantagem adicional de exibir cultura e simular superioridade mediante o uso daquele seu característico tom professoral, um estilo que pode enganar o seu público usual mas que, para o leitor dotado de alguma cultura literária, revela apenas um mau-gosto dos diabos (o estilo que o falecido Pol Pot, com precisão cruel, denominava “penteadeira de velha”).
O mais ridículo de tudo é o sujeito não perceber (ou fingir que não percebe) que mesmo a melhor argumentação anti-homofóbica do mundo, feita ex post facto sob outros e novos argumentos, colhidos ao longo da semana em tratados escolásticos falsificados pelo GGB, nem poderia responder à minha crítica nem jamais dar ares de respeitabilidade retroativa àquela desastrada tentativa de exemplificação pedagógica, que vexame foi e vexame continuará sendo pelos séculos dos séculos, até que o Sr. Thiago Fiago desça do pedestal e consinta em impugná-la ele próprio, como o faria em lugar dele qualquer estudioso honesto, ao menos para salvar a honra da própria teoria que defende.
Desviando a discussão para o tema do intuicionismo em si, o Sr. Thiago Fiago, como sempre faz, foge do específico para o genérico e tenta dar a aparência de grande debate filosófico àquilo que é apenas um esforço desesperado para disfarçar a vergonha que passou.
Parece um menino que, tendo feito cocô nas calças, tentasse provar maturidade exibindo profundos conhecimentos de fisiologia da defecação.
É patético
Releiam o que escrevi a respeito aqui no meu blog e confiram se o sr. Thiago Fiago, tentando provar sua impotência humana de conhecer essências por intuição, não usou como exemplo a impossibilidade de apreender “a essência de um copo envenenado” (sic). Digam-me em seguida se quem erra sou eu ao dizer que o STF roubou desavergonhadamente uma função do Legislativo e agregou a isso o crime de adulterar a Constituição.
Pego em flagrante burrada, o Sr. Thiago Fiago poderia, sem abdicar da sua tese e sem passar vergonha nenhuma, ao menos confessar que o artigo em seu blog é ruim, inepto, grotesco. Mas não. “Repetidor do magistério infalível”, ele não pode reconhecer que falhou nem mesmo num detalhe. Fiel ao seu hábito, ele nem confessa o erro nem tenta defendê-lo: muda de assunto. Foge ao ponto em discussão e camufla o vexame sob uma longa e eruditíssima argumentação anti-homofóbica.
Ora, por mais certa, exata e infalível que fosse essa segunda série de argumentos, ela não teria jamais o dom miraculoso de tornar retroativamente aceitável o exemplo do meu artigo, com o qual ilustrei, não a teoria intuicionista ou qualquer outra, mas a confusão mental do Sr. Thiago Fiago, sua escassa confiabilidade de pensador e advogado.
Notem que, na breve análise que fiz do malfadado exemplo, não apresentei nenhum argumento em favor do intuicionismo, apenas mostrei a inépcia de uma crítica em particular feita a essa teoria no curso de uma “aula” do Sr. Thiago Fiago. Qualquer pessoa que saiba ler percebe que o assunto ali não era intuicionismo nem anti-intuicionismo, mas uma performance pedagógica deplorável. Se o autor da performance finge que não percebeu nada e desvia a conversa para uma eruditíssima refutação “fiaguista” do intuicionismo, só demonstra com isso, novamente, a sua propensão compulsiva de fugir dos fatos deprimentes para o reino maravilhoso das abstrações e teorias, com a vantagem adicional de exibir cultura e simular superioridade mediante o uso daquele seu característico tom professoral, um estilo que pode enganar o seu público usual mas que, para o leitor dotado de alguma cultura literária, revela apenas um mau-gosto dos diabos (o estilo que o falecido Pol Pot, com precisão cruel, denominava “penteadeira de velha”).
O mais ridículo de tudo é o sujeito não perceber (ou fingir que não percebe) que mesmo a melhor argumentação anti-homofóbica do mundo, feita ex post facto sob outros e novos argumentos, colhidos ao longo da semana em tratados escolásticos falsificados pelo GGB, nem poderia responder à minha crítica nem jamais dar ares de respeitabilidade retroativa àquela desastrada tentativa de exemplificação pedagógica, que vexame foi e vexame continuará sendo pelos séculos dos séculos, até que o Sr. Thiago Fiago desça do pedestal e consinta em impugná-la ele próprio, como o faria em lugar dele qualquer estudioso honesto, ao menos para salvar a honra da própria teoria que defende.
Desviando a discussão para o tema do intuicionismo em si, o Sr. Thiago Fiago, como sempre faz, foge do específico para o genérico e tenta dar a aparência de grande debate filosófico àquilo que é apenas um esforço desesperado para disfarçar a vergonha que passou.
Parece um menino que, tendo feito cocô nas calças, tentasse provar maturidade exibindo profundos conhecimentos de fisiologia da defecação.
É patético
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