terça-feira, 16 de abril de 2013

Folha Negra


Por que, no meio da gritaria mundial contra as “torturas” supostamente praticadas pelos americanos em Guantanamo, ninguém exibiu até agora uma única vítima mutilada, um único dedo quebrado, um único olho roxo, um hematomazinho de meio centímetro quadrado?
Como é possível alardear em tom de certeza inabalável a prática de tantos crimes hediondos e jamais exibir um só corpo de delito?
Por que não aparece sequer um único testemunho de vítima, descrevendo os horrores que teria sofrido e explicando por que seu corpo continua intacto e com aparência saudável?
Por que, com tantos megafones para ecoá-lo, não se ouve um único grito de dor?
Sobretudo: Por que, de tantas pessoas submetidas a maus tratos intoleráveis, nenhuma morre jamais? Onde estão os cadáveres da Guantánamo americana, similares àqueles que brotam às centenas, aos milhares, das prisões de Havana, Beijing, Pyongyang, Cartum, Islamabad?
É claro que estamos diante da mais vasta, mais mentirosa e mais despudorada campanha de desinformação em escala mundial já vista desde a operação montada em Moscou para exibir os espiões atômicos Julius e Ethel Rosenberg como vítimas inocentes de uma trama imperialista.
O entusiasmo pueril, a fé cega com que a mídia nacional em peso ecoa essa campanha, sem um momento sequer de dúvida ou de recuo crítico, é a prova maior de que a inteligência desapareceu por completo das redações, sendo substituída pela macaqueação passiva dos slogans da moda.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Ideologia Vagabunda.


É o fim da picada! Sob o apoio entusiasmado de setores da imprensa paulistana que odeiam a polícia por princípio e por agenda (isto é, defendem certas coisas que a polícia combate, seguindo a lei), o procurador federal Matheus Baraldi Magnani anunciou que vai entrar com uma ação pública pedindo nada menos do que o afastamento do comando da Polícia Militar de São Paulo. Acusação? Perda de controle da situação! É uma agressão ao bom senso, à verdade e à razoabilidade. É um despropósito!  Magnani, diga-se, age segundo os seus costumes: chama a imprensa primeiro e pensa depois. É sede de estrelato. Seus óculos são de astro pop e, parece, a inclinação também. E é amigo dos jornalistas.

No dia 18 de abril deste ano, Magnani foi, por assim dizer, demitido pelo Conselho Nacional do Ministério Público. Em casos como o dele, a demissão acaba comutada em pena de suspensão de três meses, da qual ele acabou de sair. O placar contra ele foi eloquente: 10 a 2. O que ele fez? Concedeu uma entrevista sobre uma investigação que estava em curso e passou a jornalistas informações sigilosas. Só isso. Vocês sabem como é… Um guitarrista, num palco, não resiste a um solo para mesmerizar a multidão.

Agora, de certo modo, faz o mesmo. Pega carona em duas ocorrências lamentáveis, verdadeiramente infelizes, protagonizadas por homens da Polícia Militar (e não pela instituição) e resolve pedir o afastamento do comando, como se a ordem para matar suspeitos, naquelas condições, fosse uma orientação desse comando. E conta com a chacrinha do jornalismo engajado! Os fatos demonstram o contrário do que ele sustenta: os policiais são treinados na academia justamente a não atirar em casos como aqueles.

O anúncio oficial da ação foi feito semana passada (mas ele não resistiu e já anunciou antes), numa audiência pública organizada em conjunto com a Defensoria Pública, o Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) e o Movimento Nacional de Direitos Humanos. Dois casos de violência policial, como se percebe, estão sendo tratados como se a segurança pública no estado vivesse o caos. E, no entanto, isso é uma clamorosa mentira. O que se tem é justamente o contrário. Os números demonstram que São Paulo é um dos estados mais bem-sucedidos no combate à violência.  Mas a engrenagem da desqualificação da Polícia foi posta para funcionar.

Que se escreva sempre e com todas as letras: os dois casos que motivam os protestos são, sim, lamentáveis, e seus autores têm de ser punidos, mas a histeria contra a polícia é fruto da má consciência, especialmente porque a própria corporação não aposta na impunidade. Ao contrário: reconheceu o erro na operação e prendeu os policiais.

O mais curioso é que convive com o ataque à suposta violência policial generalizada (um delírio, uma mentira estúpida) a acusação de ineficiência da polícia por conta de arrastões a prédios e restaurantes. Os dois casos se prestam à antítese fácil, vagabunda, coisa de prosélitos vulgares: a polícia seria ineficiente para coibir a ação de bandidos, mas violenta com não-bandidos, como se, na origem daqueles dois casos, não tivesse havido resistência à abordagem policial. “Está justificando o que aconteceu, Wellington?” Uma ova! Só um canalha faria essa ilação. Só estou deixando claro que há uma diferença entre policiais que perdem o controle e uma polícia que perdeu o controle. Ha 100 mil homens na PM!

Não é a primeira vaga de desqualificação da Polícia de São Paulo. Não será a última. A tabela abaixo traz o índice de homicídios por 100 mil habitantes do Brasil e de cada unidade da federação entre 2000 e 2010. Deem uma olhada. Volto em seguida.



O levantamento é do respeitado Mapa da Violência. A redução no Brasil foi de miseráveis 2%. A de São Paulo, de 67%. Não fosse o estado, os números nacionais teriam explodido. O Brasil tem uma Secretaria Nacional de Segurança Pública. Os petistas falam pelos cotovelos em direitos humanos. A menor ocorrência no estado governado pelo partido adversário desperta a sanha humanista de uma patriota como a ministra Maria do Rosário. Em 8 desses 10 anos, o país ficou sob o governo petista.  Pode-se ver o resultado! Procurem na tabela os números dos estados governados pelo PT… Vejam ali o caso da Bahia!

Não! Eu não vou condescender minimamente com essa onda bucéfala contra a polícia. Não adianta nem tentar vir fazer proselitismo no meu blog. A PM fez a coisa certa: prendeu os policiais. No mais, segue fazendo o seu trabalho, sob o porrete da imprensa, do Ministério Público, da Defensoria Pública, entre outros porque há uma cultura de hostilidade à polícia no Brasil, ainda herdeira da “luta contra a ditadura”, o que é uma sandice. Até porque alguns dos bibelôs do politicamente correto que estão nessa lutaram, no máximo, para impedir que o irmãozinho lhes tomasse das mãos o Atari ou a tigelinha de sucrilhos.

Vejo que uma das figuras de proa na Defensoria pública, mais uma vez, é Daniela Skromov de Albuquerque, a mesma que se mobilizou, com furor verdadeiramente militante, contra a ação da PM na Cracolândia. Os defensores chegaram a armar uma tenda no Centro de São Paulo, em defesa da permanência dos viciados na área. Na desocupação do Pinheirinho, assistiu-se à mesma catilinária contra a polícia, embora ela estivesse cumprindo uma ordem judicial.

O crime organizado certamente está feliz. Todos esses “amigos do povo” (imprensa, Defensoria, Ministério Público, etc) fazem contra a Polícia o que a bandidagem não consegue fazer: desqualificá-la. A Polícia de São Paulo, numa mirada histórica, tem vencido a luta contra o crime, mas corre o risco de ser derrotada por essa conspiração de pessoas bacanas.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Fechando A Torneira: Mitos E Verdades Sobre Homossexuais Na Bíblia.

Independente do que diga a opinião pública ou as leis de um país relacionadas a uniões homossexuais, a relação amorosa entre pessoas do mesmo sexo não encontra respaldo na Palavra de Deus. E pelo que escreveu, você não está buscando saber minha opinião ou o que é politicamente correto, mas o que diz a Bíblia, não é mesmo? Então vamos ao que a Bíblia diz:


Mar 10:6-8 "Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne".

Este é o projeto original de Deus encontrado na Bíblia - a união de um homem com uma mulher - e qualquer coisa que vá além disso pode até ter o respaldo das leis e a aprovação da sociedade, mas não encontra eco na Palavra de Deus. Deus odeia o pecado e ama o pecador, mas isso não significa que ele veja com bons olhos o pecador que deliberadamente decide viver de maneira contrária aos Seus pensamentos expressos em Sua Palavra. Ao contrário, Deus é rigoroso com o pecado, em especial quando tentamos santificar nossas práticas distorcendo o que está na Bíblia para dar respaldo para elas. Seria mais simples você dizer simplesmente que não liga a mínima para o que diz a Palavra de Deus do que tentar adaptá-la às suas idéias e práticas.

Você diz crer no Senhor Jesus como seu Salvador e ao mesmo tempo se diz apaixonado e mantendo um relacionamento afetivo com outra pessoa do mesmo sexo. Será possível conciliar sua fé com essa prática? Ananias e Safira, tentando parecer piedosos e generosos aos olhos de Deus e dos irmãos, mentiram ao Espírito Santo e foram mortos, apesar de suas almas terem sido salvas. A Palavra diz que não devemos orar por alguém em pecado que é para morte, e pecado para morte não é para morte da alma, mas para a morte do corpo. Quando um filho de Deus já não serve para ser um testemunho neste mundo Deus pode decidir levá-lo embora.

Não estou tentando incutir em você algum pavor, mas deixando claro que o que a Bíblia diz não pode ser diluído por nosso sentimentalismo e a responsabilidade de quem professa crer em Cristo é grande. Quando cremos em Jesus e recebemos uma nova vida que provém de Deus, não somos deixados neste mundo para cuidar de nossos próprios interesses, mas dos interesses daquele que morreu para nos salvar. Cristo está no céu intercedendo pelos Seus, e os Seus estão aqui no mundo testemunhando dEle. Testemunhar crer nele significa também andar de forma coerente com Sua vontade expressa na Bíblia.

Em Romanos diz que qualquer união ou relação entre pessoas de um mesmo sexo é... leia você mesmo:

Rm 1:25-27 "Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.  Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.  E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro".

Não é claro o suficiente para você? O fato de você ter decidido ter uma relação extra-natural e extra-bíblica com alguém do mesmo sexo é uma decisão sua, mas não queira agora santificar o que Deus não santificou ou mudar a verdade em mentira. Ele santificou apenas a união entre um homem e uma mulher. A questão fica muito simples quando descobrimos que Deus instituiu o matrimônio - ou a união entre dois seres humanos de sexos opostos - tendo em vista a procriação e multiplicação da espécie. Qualquer tipo de união homossexual, tenha ou não sexo envolvido nisso, não contempla os objetivos de Deus, mas a própria vontade.

Uma outra função da união homem-mulher é servir como figura ou tipo de Cristo e sua noiva, a Igreja. A união homossexual também não cumpre esse papel, portanto mais uma vez é algo que está fora da vontade e dos planos originais de Deus.

Quanto à amizade entre Davi e Jônatas, que você enfatizou como se fosse uma base para seu relacionamento com seu parceiro, é um engano pensar que o amor entre Davi e Jonas tivesse algo de homossexual como querem alguns. A relação afetiva e sexual de Davi era com sua(s) esposa(s) e o mesmo acontecia com Jônatas. É importante lembrar que a poligamia nunca foi plano de Deus, portanto os homens, mesmo personagens bíblicos, que as praticavam estavam incorrendo no erro, e basta ver o final da vida de Davi e de seu filho Salomão para entendermos o quanto suas mulheres os influenciaram a serem infiéis a Deus e a aceitarem os ídolos e costumes do inimigo.

A relação de amizade entre Davi e Jônatas era muito forte, mas eles eram dois homens cumprindo o papel que Deus deu aos homens e se relacionando com suas respectivas mulheres, tendo filhos etc. Se Davi tinha preferência por homens, como explicar ter tido 8 mulheres além das concumbinas?

O verbo "amar" usado em 1 Samuel 18:1 não tem qualquer conotação sexual. Vamos às passagens:

1 Sm18:1 E sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou, como à sua própria alma.

1 Sm 16:21 Assim Davi veio a Saul, e esteve perante ele, e o amou muito, e foi seu pajem de armas.

1 Rs 5:1 E enviou Hirão, rei de Tiro, os seus servos a Salomão (porque ouvira que ungiram a Salomão rei em lugar de seu pai), porquanto Hirão sempre tinha amado a Davi.

Será que devemos deduzir que Davi também tinha uma relação homossexual com Saul e com Hirão, rei de Tiro?

2Sm 1:26 Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; quão amabilíssimo me eras! Mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres.

Esta passagem não diz que Davi amava mais Jônatas do que sua(s) mulher(es), mas que percebia uma amabilidade tão grande por parte de Jônatas que se traduzia como um amor maior do que o que Davi percebia em suas mulheres. Não é difícil entender isso se considerarmos apenas a atitude de Mical, uma das mulheres de Davi:

2 Sm 6:16 "E sucedeu que, entrando a arca do SENHOR na cidade de Davi, Mical, a filha de Saul, estava olhando pela janela; e, vendo ao rei Davi, que ia bailando e saltando diante do SENHOR, o desprezou no seu coração... E, voltando Davi para abençoar a sua casa, Mical, a filha de Saul, saiu a encontrar-se com Davi, e disse: Quão honrado foi o rei de Israel, descobrindo-se hoje aos olhos das servas de seus servos, como sem pejo se descobre qualquer dos vadios".

Qualquer um com uma mulher assim consideraria maior a amabilidade demonstrada por um bom amigo do que pela própria mulher. Mais uma vez chamo sua atenção para o fato de que Davi não diz amar Jônatas mais do que às mulheres, mas considerar a amabilidade de Jônatas para consigo maior do que o amor das mulheres. É tudo uma questão de percepção. Jônatas havia sido fiel a Davi e se opusera até mesmo contra o próprio pai. Nada de errado um homem dizer que foi tratado por outro com uma amabilidade que excede a demonstrada por uma mulher, isso não faz dele um homossexual e nem implica em segundas intenções.

Você encontrará muitos que, em meio a guerras, doenças ou situações difíceis, encontraram em um amigo, em um irmão, em um pai ou em um filho, um amor que excede o amor das mulheres, mas que não tem nada a ver com homossexualismo. É triste ver como essa idéia homossexual de amor destrói as afeições mais puras entre pessoas do mesmo sexo, como o amor entre amigos, irmãos ou pais e filhos.

Você diz que crê na Bíblia, portanto tem uma responsabilidade para com Deus. Além disso, o simples fato de ter entrado em contato comigo para expor sua situação e desejar dialogar sobre o assunto demonstra que você mesmo não vive totalmente tranquilo com essa idéia. Será que buscava saber realmente o que a Bíblia diz ou esperava contar com meu apoio? Posso ver que seu email é todo ele a respeito de você, de seus sentimentos, de seus desejos.

Mas, pergunto, que valor tem a Palavra de Deus para você? Será que Deus admira vocês por isso ou vê em vocês apenas uma caricatura de um casal, já que não se trata da relação que Ele estabeleceu e abençoou em Sua Palavra? Se você decidiu seguir esse caminho, isso não compete a mim e é responsabilidade sua. Mas, por favor, não queira usar a Bíblia e a amizade entre Davi e Jônatas como pretexto para justificar sua própria vontade.



Alguém que leu este texto argumentou que o fato de Davi e Jônatas trocarem beijos denunciava um relacionamento homossexual. Minha resposta segue abaixo:

1Sm 20:41 Depois que o menino se foi, Davi saiu do lado sul da pedra e inclinou-se três vezes perante Jônatas, com o rosto no chão. Então despediram-se beijando um ao outro e chorando; Davi chorou ainda mais do que Jônatas.

Não sei o quanto da Bíblia você conhece, mas se ler atentamente verá que o beijo sempre foi uma prova de amor e afeto. É preciso distorcer o texto para enxergar qualquer coisa no beijo entre Davi e Jônatas além de amizade e afeição.

Alguém assim acabará achando que os beijos entre pais e filhos na Bíblia sejam prova de incesto, os praticados entre homens sejam homossexualismo, e entre mulheres lesbianismo. E que a ordem dada várias vezes no Novo Testamento para que os cristãos se beijem sempre que se saudarem significa que o homossexualismo está sendo aconselhado.

Será que você não percebeu que essa sua propensão a enxergar além do que está no texto é a mesma propensão daqueles homofóbicos que agrediram um pai que beijou seu filho adulto em público por achar que os dois eram homossexuais? Homofóbicos também vêem homossexualidade em tudo, o que não é muito diferente de sua maneira de enxergar as coisas.

Gên_33:4 Então Esaú correu-lhe ao encontro, abraçou-o, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou; e eles choraram.

Gên_45:15 E José beijou a todos os seus irmãos, chorando sobre eles; depois seus irmãos falaram com ele.

Gên_50:1 Então José se lançou sobre o rosto de seu pai, chorou sobre ele e o beijou.

Êxo_4:27 Disse o Senhor a Arão: Vai ao deserto, ao encontro de Moisés. E ele foi e, encontrando-o no monte de Deus, o beijou:

Êxo_18:7 Então saiu Moisés ao encontro de seu sogro, inclinou-se diante dele e o beijou;

Rut_1:14 Então levantaram a voz, e tornaram a chorar; e Orfa beijou a sua sogra

1Sm_10:1 Então Samuel tomou um vaso de azeite, e o derramou sobre a cabeça de Saul, e o beijou,

2Sm_19:39 Havendo, pois, todo o povo passado o Jordão, e tendo passado também o rei, beijou o rei a Barzilai,

Luc_7:45 Não me deste ósculo [beijo]; ela, porém, desde que entrei, não tem cessado de beijar-me os pés

Rom_16:16 Saudai-vos uns aos outros com ósculo [beijo] santo. - também em 1 Co 16:20; 2 Co 13:12; 1 Ts 5:26 e 1 Pe 5:14.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Supremo Analfabetismo Funcional.

O Padre Luís Carlos Lodi da Cruz, de Anápolis, escreveu um artigo em que chamou uma militante pró-aborto de abortista. A mulher entrou com um processo contra ele e o juíz alegou que o termo abortista é pejorativo. Por sua vez, o Padre Lodi recorreu junto ao Supremo Tribunal Federal, que confirmou. É pejorativo sim!

Vou, por meio desse artigo, dizer a todos os juízes do STF que concordam com essa decisão; VOCÊS SÃO TODOS UNS ANALFABETOS FUNCIONAIS DE PAI E MÃE!!


Só existem duas possibilidades de um termo ser pejorativo. Ou ele é pejorativo em si mesmo, por exemplo: Você chama um gay de "viado". Porque "viado" é pejorativo? Porque já existe um termo neutro para definir um gay, a palavra homossexual. Pode-se até dizer pederasta, pois é um termo técnico. São termos que em si mesmo não são pejorativos, são termos técnicos. Como existem termos técnicos neutros, então quando você usa palavras  do calíbre de "viado", "bixa", "baitola", "biba", etc... Então você está, claramente, depreciando o cidadão.

Segunda possibilidade: O termo em si não é pejorativo, mas pode, em certos contextos, se tornar pejorativo. Por exemplo: A palavra político é um termo que em si é neutro, mas em certas circunstâncias pode se tornar pejorativo. Tipo; "roubar é coisa de político". Você está usando a palavra político no sentido pejorativo. Muito bem. Em qual desses dois casos está a palavra abortista? EM NENHUM!! NÃO ESTÁ E NEM PODE ESTAR!

A palavra abortista jamais pode ser pejorativa. Porque? Em si mesma ela não pode ser pejorativa porque não existe um outro termo neutro para designar o militante pró-aborto (se o militante pró-aborto não é abortista, ele é o que?). Ela também não pode ser pejorativa pelo contexto. Qual é o contexto em que aparece a palavra abortista? Preste atenção. Muito antes da palavra abortista, existia a palavra ABORTEIRO. Aborteiro é o sujeito que pratica aborto, por isso comete um crime. Quando apareceu o movimento em defesa do aborto, não era justo chamá-los de aborteiros, porque o sujeito poderia ser a favor do aborto sem cometer o aborto. Se você chamasse ele de aborteiro, estaria acusando-o de cometer um crime. Então surgiu a palavra abortista para proteger os militantes pró-aborto contra as acusações implícitas ou explícitas de crime de aborto. Então a palavra abortista é completamente o contrário de um termo pejorativo.

Aqui, suas excelências de merda.. Notem bem, se vocês não tem capacidade de distinguir um problema semântico em um termo, então não podem jamais criminalizá-lo.

Seus BURROS, ANALFABETOS FUNCIONAIS, DEMENTES, DELINQUENTES INTELECTUAIS, VIGARISTAS.

Vocês não valem um tostão sequer.


Tenho dito!



PS: Caso algum enfezadinho queira me processar por este artigo, fique a vontade. Eu vou lá dentro do tribunal provar o que eu disse aqui, e vocês (juízes) ainda vão ficar com cara de "mané".

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Ilegalidades Supremas: O STF Pode Legislar?

Salvo engano, sou um jovem paulistano em plena posse de seu talento e de sua linguagem, embora a jurisprudência não seja minha área específica, tenho feito várias constatações pormenorizadas a cerca desse "ativismo judicial" do STF. Isso bastou para que eu fosse rotulado de "poser de jurista" por advogados esquerdistas tendenciosos (Thiago Fiago) vezes sem conta. Conclusão: Se dependesse de pessoas como esse cidadão citado, eu estaria atrás das grades por emitir opiniões políticas. É bom ressaltar também que durante meu curso de jornalismo, tive o prazer inenarrável de aprender um pouco sobre a Constituição Brasileira e sobre o Código Penal Brasileiro, além de um pouco sobre Judiciário com o insigne Ives Gandra da Silva Martins, advogado e Doutor em Direito. Dito isso, sem entrar no mérito de ser ou não natural a relação diferente entre um homem e uma mulher daquela entre pessoas do mesmo sexo, quero realçar um ponto que me parece relevante e que não tem sido destacado pela imprensa, preocupada em aplaudir a “coragem” do Poder Judiciário de legislar no lugar do “Congresso Nacional”, que teria se omitido em “aprovar” os projetos sobre a questão aqui tratada. 

A questão que me preocupa é este ativismo judicial, que leva a permitir que um Tribunal eleito por uma pessoa só substitua o Congresso Nacional, eleito por 130 milhões de brasileiros, sob a alegação de que além de Poder Judiciário, é também Poder Legislativo, sempre que considerar que o Legislativo deixou de cumprir as suas funções.

Uma democracia em que a tripartição de poderes não se faça nítida, deixando de caber ao Legislativo legislar, ao Executivo executar e ao Judiciário julgar, corre o risco de se tornar ditadura, se o Judiciário, dilacerando a Constituição, se atribua poder de invadir as funções de outro. E, no caso do Brasil, nitidamente o constituinte não deu ao Judiciário tal função, pois nas “ações diretas de inconstitucionalidade por omissão” IMPÕE AO JUDICIÁRIO, APESAR DE DECLARAR A INÉRCIA CONSTITUCIONAL DO CONGRESSO, intimá-lo, sem prazo e sem sanção para produzir a norma. 

Ora, no caso em questão, a Suprema Corte incinerou o § 2º do art. 103, ao colocar sob sua égide um tipo de união não previsto na Constituição, como se poder legislativo fosse, deixando de ser “guardião” do texto supremo para se transformar em “Constituinte derivado”.

Se o Congresso Nacional tivesse coragem poderia anular tal decisão, baseado no artigo 49, inciso XI da CF, que lhe permite sustar qualquer invasão de seus poderes por outro poder, contando, inclusive, com a garantia das Forças Armadas (art. 142 ‘caput’) para garantir-se nas funções usurpadas, se solicitar esse auxílio. 

Num país em que os poderes, todavia, são de mais em mais “politicamente corretos”, atendendo o clamor da imprensa – que não representa necessariamente o clamor do povo -, nem o Congresso terá coragem de sustar a invasão de seus poderes pelo Supremo Tribunal Federal, nem o Supremo deixará, nesta sua nova visão de que é o principal poder da República, de legislar e definir as ações do Executivo, sob a alegação que oferta uma interpretação “conforme a Constituição".


A pergunta que não quer calar: Embora NÃO SENDO UM LEGISLADOR POSITIVO, o STF pode legislar?

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Recado A Um Fanfarrão Amedrontado.


Ante a coragem e o heroísmo daquele que convoca um exército inteiro para atacar um “franco-atirador” e ainda o chama de covarde, devo observar que os gorila também bate no peito quando, armado de paus e pedras, reúne a tribo para cercar um leopardo solitário.

Eu já contava com esse tipo de reação simiesca do sr. Thiago Fiago, por saber perfeitamente com quem estou falando. No prólogo de "Sepultando Um Natimorto I e II" já lhe respondi antecipadamente:

“Não tenho a menor dúvida de que meus artigos terão, numa boa fatia dos ambientes letrados, a recepção-padrão dada a outros tantos artigos brasileiros: o completo silêncio quanto ao conteúdo, uma floração majestosa de fofocas e calúnias quanto à pessoa do autor.”

A fúria irracional e o terror pânico mal disfarçados com que esse infeliz cidadão, incapaz de qualquer argumentação séria, busca socorro no velho arsenal dos chavões e frases feitas, é um show de baixeza que não mereceria resposta, se não fosse pelo respeito que é devido aos leitores do http://wwwtodamentiraseracastigada.blogspot.com . É a eles exclusivamente que me dirijo nas linhas seguintes, e não a meu antagonista. A este, o tempo responderá: um dia, desejará antes esconder-se debaixo da terra do que reconhecer a autoria das palavras levianas e insensatas que, sob a inspiração repentina do medo e do ódio, fizera publicar.
Mas será tarde: ele ficará colado indelevelmente à sua reputação, como prova daquilo que foi talvez o momento mais infame e obscuro de toda a história da "intelligentzia fiaguiana".

Suas declarações, com efeito, constituem um striptease moral: elas revelam ante os olhos escandalizados dos leitores o baixo nível, o fanatismo grosseiro, a completa inépcia e a desonestidade maciça daquele que é pago pelo Estado para supostamente desempenhar tarefas jurídicas, e que procuram ludibriar o público vendendo como altas obras de inteligência as expressões mal disfarçadas de seus baixos instintos.

Como esse cidadão pode sempre contar com espaços ilimitados na imprensa, que mal deixa ao direito de resposta cinco linhas de defesa para cada centena concedida ao ataque, quem quer que seja objeto de sua ira coletiva tem de comprar o espaço para defender-se; e quando não tem recursos próprios para fazê-lo e recorre à ajuda de amigos generosos, ainda é acusado perfidamente de “apoiar-se no poder econômico” ¾ para usar a expressão do mais cínico dentre meus detratores ¾, como se o poder de comprar um anúncio pudesse comparar-se ao de desfrutar de jornais inteiros.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Sepultando Um Natimorto - II.

Em recente mensagem publicada no seu blog, o Sr. Thiago Fiago reclama que tomei “uma simples imagem analógica usada em sala (à guisa de exemplo para uma platéia bastante heterogênea) com o intuito de mostrar cabalmente que confundia eu ali, ao final das contas, o eidos, quer dizer, a forma inteligível do STF, com os seus acidentes individuantes, a respeito da “união homoafetiva”.
Releiam o que escrevi a respeito aqui no meu blog e confiram se o sr. Thiago Fiago, tentando provar sua impotência humana de conhecer essências por intuição, não usou como exemplo a impossibilidade de apreender “a essência de um copo envenenado” (sic). Digam-me em seguida se quem erra sou eu ao dizer que o STF roubou desavergonhadamente uma função do Legislativo e agregou a isso o crime de adulterar a Constituição.

Pego em flagrante burrada, o Sr. Thiago Fiago poderia, sem abdicar da sua tese e sem passar vergonha nenhuma, ao menos confessar que o artigo em seu blog é ruim, inepto, grotesco. Mas não. “Repetidor do magistério infalível”, ele não pode reconhecer que falhou nem mesmo num detalhe. Fiel ao seu hábito, ele nem confessa o erro nem tenta defendê-lo: muda de assunto. Foge ao ponto em discussão e camufla o vexame sob uma longa e eruditíssima argumentação anti-homofóbica.

Ora, por mais certa, exata e infalível que fosse essa segunda série de argumentos, ela não teria jamais o dom miraculoso de tornar retroativamente aceitável o exemplo do meu artigo, com o qual ilustrei, não a teoria intuicionista ou qualquer outra, mas a confusão mental do Sr. Thiago Fiago, sua escassa confiabilidade de pensador e advogado.

Notem que, na breve análise que fiz do malfadado exemplo, não apresentei nenhum argumento em favor do intuicionismo, apenas mostrei a inépcia de uma crítica em particular feita a essa teoria no curso de uma “aula” do Sr. Thiago Fiago. Qualquer pessoa que saiba ler percebe que o assunto ali não era intuicionismo nem anti-intuicionismo, mas uma performance pedagógica deplorável. Se o autor da performance finge que não percebeu nada e desvia a conversa para uma eruditíssima refutação “fiaguista” do intuicionismo, só demonstra com isso, novamente, a sua propensão compulsiva de fugir dos fatos deprimentes para o reino maravilhoso das abstrações e teorias, com a vantagem adicional de exibir cultura e simular superioridade mediante o uso daquele seu característico tom professoral, um estilo que pode enganar o seu público usual mas que, para o leitor dotado de alguma cultura literária, revela apenas um mau-gosto dos diabos (o estilo que o falecido Pol Pot, com precisão cruel, denominava “penteadeira de velha”).

O mais ridículo de tudo é o sujeito não perceber (ou fingir que não percebe) que mesmo a melhor argumentação anti-homofóbica do mundo, feita ex post facto sob outros e novos argumentos, colhidos ao longo da semana em tratados escolásticos falsificados pelo GGB, nem poderia responder à minha crítica nem jamais dar ares de respeitabilidade retroativa àquela desastrada tentativa de exemplificação pedagógica, que vexame foi e vexame continuará sendo pelos séculos dos séculos, até que o Sr. Thiago Fiago desça do pedestal e consinta em impugná-la ele próprio, como o faria em lugar dele qualquer estudioso honesto, ao menos para salvar a honra da própria teoria que defende.

Desviando a discussão para o tema do intuicionismo em si, o Sr. Thiago Fiago, como sempre faz, foge do específico para o genérico e tenta dar a aparência de grande debate filosófico àquilo que é apenas um esforço desesperado para disfarçar a vergonha que passou.

Parece um menino que, tendo feito cocô nas calças, tentasse provar maturidade exibindo profundos conhecimentos de fisiologia da defecação.

É patético