Este blog traz informações sobre as idéias do jornalista brasileiro Wellington Monteiro, bem como seus artigos. A reprodução dos textos é permitida e gratuita, desde que citada a fonte.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Recado A Um Fanfarrão Amedrontado.
Ante a coragem e o heroísmo daquele que convoca um exército inteiro para atacar um “franco-atirador” e ainda o chama de covarde, devo observar que os gorila também bate no peito quando, armado de paus e pedras, reúne a tribo para cercar um leopardo solitário.
Eu já contava com esse tipo de reação simiesca do sr. Thiago Fiago, por saber perfeitamente com quem estou falando. No prólogo de "Sepultando Um Natimorto I e II" já lhe respondi antecipadamente:
“Não tenho a menor dúvida de que meus artigos terão, numa boa fatia dos ambientes letrados, a recepção-padrão dada a outros tantos artigos brasileiros: o completo silêncio quanto ao conteúdo, uma floração majestosa de fofocas e calúnias quanto à pessoa do autor.”
A fúria irracional e o terror pânico mal disfarçados com que esse infeliz cidadão, incapaz de qualquer argumentação séria, busca socorro no velho arsenal dos chavões e frases feitas, é um show de baixeza que não mereceria resposta, se não fosse pelo respeito que é devido aos leitores do http://wwwtodamentiraseracastigada.blogspot.com . É a eles exclusivamente que me dirijo nas linhas seguintes, e não a meu antagonista. A este, o tempo responderá: um dia, desejará antes esconder-se debaixo da terra do que reconhecer a autoria das palavras levianas e insensatas que, sob a inspiração repentina do medo e do ódio, fizera publicar.
Mas será tarde: ele ficará colado indelevelmente à sua reputação, como prova daquilo que foi talvez o momento mais infame e obscuro de toda a história da "intelligentzia fiaguiana".
Suas declarações, com efeito, constituem um striptease moral: elas revelam ante os olhos escandalizados dos leitores o baixo nível, o fanatismo grosseiro, a completa inépcia e a desonestidade maciça daquele que é pago pelo Estado para supostamente desempenhar tarefas jurídicas, e que procuram ludibriar o público vendendo como altas obras de inteligência as expressões mal disfarçadas de seus baixos instintos.
Como esse cidadão pode sempre contar com espaços ilimitados na imprensa, que mal deixa ao direito de resposta cinco linhas de defesa para cada centena concedida ao ataque, quem quer que seja objeto de sua ira coletiva tem de comprar o espaço para defender-se; e quando não tem recursos próprios para fazê-lo e recorre à ajuda de amigos generosos, ainda é acusado perfidamente de “apoiar-se no poder econômico” ¾ para usar a expressão do mais cínico dentre meus detratores ¾, como se o poder de comprar um anúncio pudesse comparar-se ao de desfrutar de jornais inteiros.
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