domingo, 8 de janeiro de 2012

Golpe De Estado.

Não acreditar em nada que seja apresentado como fato pelo Movimento LGBT ou por seu associado Grupo Gay da Bahia é uma precaução tão elementar quanto trancar as portas e janelas à noite. Com a astúcia de um lobo faminto, o Movimento LGBT brasileiro tenta excluir a bancada evangélica do Congresso. Segundo a Procuradora Simone Andréa Barcelos Coutinho (apadrinhada por Jean Wyllys e cia.), um Estado verdadeiramente Laico não pode ter bancada religiosa. É de conhecimento quase que geral que as principais tentativas de criação de leis nas quais os homossexuais sejam privilegiados esbarra na bancada evanélica. Bom, eu gostaria de dizer que Estado Laico não tem nada a ver com “exclusão” de bancada religiosa. Afinal, o Estado é laico mas não é ateu. A sociedade brasileira tem religião.

O Estado Laico consiste em simplesmente que o Estado não pode interferir nas decisões religiosas, nem tomar decisões referentes ao país baseada na religiosidade, ou seja, o Estado não tem religião nenhuma. Só que tem uma coisa, se o Estado não tem religião, mas a sociedade tem, então ele deve seguir a religião predominante nessa sociedade, no nosso caso o Cristianismo. Ou então ele vai tentar impor a sua não religiosidade à sociedade (como desejam os Movimentos LGBTs e o Jean Wyllys) e aí isso já se transforma num combate religioso, um combate ateístico contra a sociedade. O Estado Brasileiro foi fundado e estruturado pelos Jesuítas, e não pelo Movimento LGBT. E isso aconteceu muito antes de existir o Estado Brasileiro como Monarquia ou República. Sobretudo, a ação da Igreja Católica na estuturação do Brasil antecedeu de muito à ação do Estado.

Veja, durante três séculos (leia lá Capítulos de História Colonial, do Cap. de Abreu) não existiu sequer uma administração colonial nessas terras. Estavam só os Jesuítas trabalhando para construir o Brasil. Depois chega o Estado (tardiamente), o Estado só veio parar aqui porque a família real portuguesa foi expulsa de Portugal (não era porque eles amavam o Brasil, mas porque não dava pra continuar lá e eles vieram pra cá e Dom João VI fundou o Estado Brasileiro – não que ele não tenha nenhum mérito nisso, claro que tem). Porém, que direito ele tem de usurpar uma obra civilizadora que foi da Igreja e para qual ele não contribuiu em nada? Então, o Estado foi o último a entrar na história, entendem? Quem manda no Estado é a sociedade. Se o Estado quer moldar a sociedade a sua imagem e semelhança, então é um Estado totalitário e tem que ser derrubado. Então não tem direito algum de censurar qualquer manifesto popular, qualquer pensamento contrário a uma orientação sexual, muito menos se for uma orientação sexual que é rejeitada pela religião predominante da sociedade brasileira. Isso não é homofobia, é igualdade e pleno direito. Você faz o que quiser da sua vida, se deleita com quem quiser, e eu prego o que eu achar melhor na minha religião, de acordo com o que eu acredito.

Só que o Jean Wyllys que mais é um demagogo que qualquer outra coisa quer convencer a sociedade de que existe um complô assassino liderado pelas igrejas evangélicas de que os cristãos estão pregando o ódio aos homossexuais, coisa que não existe. Eu desafio qualquer um a me dizer se já viram um pastor dizer a seus seguidores que caso eles encontrem um homossexual, o matem, o agridam. Isso nunca ocorreu.
Com o pretexto de “Estado Laico”, o Movimento LGBT quer segregar a bancada evangélica do Congresso. Mas onde é que fica a “Igualdade” que eles, os homossexuais, tanto pregam? Segregar um segmento apenas para benefício de outro é igualdade de direito?

Toda a argumentação em favor da lei dita “anti-homofóbica” é fraude, é engodo, é estelionato. Vamos permitir que os vigaristas que a inventaram nos ponham na cadeia e dêem um Golpe de Estado?

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