quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Ideologia Vagabunda.


É o fim da picada! Sob o apoio entusiasmado de setores da imprensa paulistana que odeiam a polícia por princípio e por agenda (isto é, defendem certas coisas que a polícia combate, seguindo a lei), o procurador federal Matheus Baraldi Magnani anunciou que vai entrar com uma ação pública pedindo nada menos do que o afastamento do comando da Polícia Militar de São Paulo. Acusação? Perda de controle da situação! É uma agressão ao bom senso, à verdade e à razoabilidade. É um despropósito!  Magnani, diga-se, age segundo os seus costumes: chama a imprensa primeiro e pensa depois. É sede de estrelato. Seus óculos são de astro pop e, parece, a inclinação também. E é amigo dos jornalistas.

No dia 18 de abril deste ano, Magnani foi, por assim dizer, demitido pelo Conselho Nacional do Ministério Público. Em casos como o dele, a demissão acaba comutada em pena de suspensão de três meses, da qual ele acabou de sair. O placar contra ele foi eloquente: 10 a 2. O que ele fez? Concedeu uma entrevista sobre uma investigação que estava em curso e passou a jornalistas informações sigilosas. Só isso. Vocês sabem como é… Um guitarrista, num palco, não resiste a um solo para mesmerizar a multidão.

Agora, de certo modo, faz o mesmo. Pega carona em duas ocorrências lamentáveis, verdadeiramente infelizes, protagonizadas por homens da Polícia Militar (e não pela instituição) e resolve pedir o afastamento do comando, como se a ordem para matar suspeitos, naquelas condições, fosse uma orientação desse comando. E conta com a chacrinha do jornalismo engajado! Os fatos demonstram o contrário do que ele sustenta: os policiais são treinados na academia justamente a não atirar em casos como aqueles.

O anúncio oficial da ação foi feito semana passada (mas ele não resistiu e já anunciou antes), numa audiência pública organizada em conjunto com a Defensoria Pública, o Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) e o Movimento Nacional de Direitos Humanos. Dois casos de violência policial, como se percebe, estão sendo tratados como se a segurança pública no estado vivesse o caos. E, no entanto, isso é uma clamorosa mentira. O que se tem é justamente o contrário. Os números demonstram que São Paulo é um dos estados mais bem-sucedidos no combate à violência.  Mas a engrenagem da desqualificação da Polícia foi posta para funcionar.

Que se escreva sempre e com todas as letras: os dois casos que motivam os protestos são, sim, lamentáveis, e seus autores têm de ser punidos, mas a histeria contra a polícia é fruto da má consciência, especialmente porque a própria corporação não aposta na impunidade. Ao contrário: reconheceu o erro na operação e prendeu os policiais.

O mais curioso é que convive com o ataque à suposta violência policial generalizada (um delírio, uma mentira estúpida) a acusação de ineficiência da polícia por conta de arrastões a prédios e restaurantes. Os dois casos se prestam à antítese fácil, vagabunda, coisa de prosélitos vulgares: a polícia seria ineficiente para coibir a ação de bandidos, mas violenta com não-bandidos, como se, na origem daqueles dois casos, não tivesse havido resistência à abordagem policial. “Está justificando o que aconteceu, Wellington?” Uma ova! Só um canalha faria essa ilação. Só estou deixando claro que há uma diferença entre policiais que perdem o controle e uma polícia que perdeu o controle. Ha 100 mil homens na PM!

Não é a primeira vaga de desqualificação da Polícia de São Paulo. Não será a última. A tabela abaixo traz o índice de homicídios por 100 mil habitantes do Brasil e de cada unidade da federação entre 2000 e 2010. Deem uma olhada. Volto em seguida.



O levantamento é do respeitado Mapa da Violência. A redução no Brasil foi de miseráveis 2%. A de São Paulo, de 67%. Não fosse o estado, os números nacionais teriam explodido. O Brasil tem uma Secretaria Nacional de Segurança Pública. Os petistas falam pelos cotovelos em direitos humanos. A menor ocorrência no estado governado pelo partido adversário desperta a sanha humanista de uma patriota como a ministra Maria do Rosário. Em 8 desses 10 anos, o país ficou sob o governo petista.  Pode-se ver o resultado! Procurem na tabela os números dos estados governados pelo PT… Vejam ali o caso da Bahia!

Não! Eu não vou condescender minimamente com essa onda bucéfala contra a polícia. Não adianta nem tentar vir fazer proselitismo no meu blog. A PM fez a coisa certa: prendeu os policiais. No mais, segue fazendo o seu trabalho, sob o porrete da imprensa, do Ministério Público, da Defensoria Pública, entre outros porque há uma cultura de hostilidade à polícia no Brasil, ainda herdeira da “luta contra a ditadura”, o que é uma sandice. Até porque alguns dos bibelôs do politicamente correto que estão nessa lutaram, no máximo, para impedir que o irmãozinho lhes tomasse das mãos o Atari ou a tigelinha de sucrilhos.

Vejo que uma das figuras de proa na Defensoria pública, mais uma vez, é Daniela Skromov de Albuquerque, a mesma que se mobilizou, com furor verdadeiramente militante, contra a ação da PM na Cracolândia. Os defensores chegaram a armar uma tenda no Centro de São Paulo, em defesa da permanência dos viciados na área. Na desocupação do Pinheirinho, assistiu-se à mesma catilinária contra a polícia, embora ela estivesse cumprindo uma ordem judicial.

O crime organizado certamente está feliz. Todos esses “amigos do povo” (imprensa, Defensoria, Ministério Público, etc) fazem contra a Polícia o que a bandidagem não consegue fazer: desqualificá-la. A Polícia de São Paulo, numa mirada histórica, tem vencido a luta contra o crime, mas corre o risco de ser derrotada por essa conspiração de pessoas bacanas.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Fechando A Torneira: Mitos E Verdades Sobre Homossexuais Na Bíblia.

Independente do que diga a opinião pública ou as leis de um país relacionadas a uniões homossexuais, a relação amorosa entre pessoas do mesmo sexo não encontra respaldo na Palavra de Deus. E pelo que escreveu, você não está buscando saber minha opinião ou o que é politicamente correto, mas o que diz a Bíblia, não é mesmo? Então vamos ao que a Bíblia diz:


Mar 10:6-8 "Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne".

Este é o projeto original de Deus encontrado na Bíblia - a união de um homem com uma mulher - e qualquer coisa que vá além disso pode até ter o respaldo das leis e a aprovação da sociedade, mas não encontra eco na Palavra de Deus. Deus odeia o pecado e ama o pecador, mas isso não significa que ele veja com bons olhos o pecador que deliberadamente decide viver de maneira contrária aos Seus pensamentos expressos em Sua Palavra. Ao contrário, Deus é rigoroso com o pecado, em especial quando tentamos santificar nossas práticas distorcendo o que está na Bíblia para dar respaldo para elas. Seria mais simples você dizer simplesmente que não liga a mínima para o que diz a Palavra de Deus do que tentar adaptá-la às suas idéias e práticas.

Você diz crer no Senhor Jesus como seu Salvador e ao mesmo tempo se diz apaixonado e mantendo um relacionamento afetivo com outra pessoa do mesmo sexo. Será possível conciliar sua fé com essa prática? Ananias e Safira, tentando parecer piedosos e generosos aos olhos de Deus e dos irmãos, mentiram ao Espírito Santo e foram mortos, apesar de suas almas terem sido salvas. A Palavra diz que não devemos orar por alguém em pecado que é para morte, e pecado para morte não é para morte da alma, mas para a morte do corpo. Quando um filho de Deus já não serve para ser um testemunho neste mundo Deus pode decidir levá-lo embora.

Não estou tentando incutir em você algum pavor, mas deixando claro que o que a Bíblia diz não pode ser diluído por nosso sentimentalismo e a responsabilidade de quem professa crer em Cristo é grande. Quando cremos em Jesus e recebemos uma nova vida que provém de Deus, não somos deixados neste mundo para cuidar de nossos próprios interesses, mas dos interesses daquele que morreu para nos salvar. Cristo está no céu intercedendo pelos Seus, e os Seus estão aqui no mundo testemunhando dEle. Testemunhar crer nele significa também andar de forma coerente com Sua vontade expressa na Bíblia.

Em Romanos diz que qualquer união ou relação entre pessoas de um mesmo sexo é... leia você mesmo:

Rm 1:25-27 "Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.  Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.  E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro".

Não é claro o suficiente para você? O fato de você ter decidido ter uma relação extra-natural e extra-bíblica com alguém do mesmo sexo é uma decisão sua, mas não queira agora santificar o que Deus não santificou ou mudar a verdade em mentira. Ele santificou apenas a união entre um homem e uma mulher. A questão fica muito simples quando descobrimos que Deus instituiu o matrimônio - ou a união entre dois seres humanos de sexos opostos - tendo em vista a procriação e multiplicação da espécie. Qualquer tipo de união homossexual, tenha ou não sexo envolvido nisso, não contempla os objetivos de Deus, mas a própria vontade.

Uma outra função da união homem-mulher é servir como figura ou tipo de Cristo e sua noiva, a Igreja. A união homossexual também não cumpre esse papel, portanto mais uma vez é algo que está fora da vontade e dos planos originais de Deus.

Quanto à amizade entre Davi e Jônatas, que você enfatizou como se fosse uma base para seu relacionamento com seu parceiro, é um engano pensar que o amor entre Davi e Jonas tivesse algo de homossexual como querem alguns. A relação afetiva e sexual de Davi era com sua(s) esposa(s) e o mesmo acontecia com Jônatas. É importante lembrar que a poligamia nunca foi plano de Deus, portanto os homens, mesmo personagens bíblicos, que as praticavam estavam incorrendo no erro, e basta ver o final da vida de Davi e de seu filho Salomão para entendermos o quanto suas mulheres os influenciaram a serem infiéis a Deus e a aceitarem os ídolos e costumes do inimigo.

A relação de amizade entre Davi e Jônatas era muito forte, mas eles eram dois homens cumprindo o papel que Deus deu aos homens e se relacionando com suas respectivas mulheres, tendo filhos etc. Se Davi tinha preferência por homens, como explicar ter tido 8 mulheres além das concumbinas?

O verbo "amar" usado em 1 Samuel 18:1 não tem qualquer conotação sexual. Vamos às passagens:

1 Sm18:1 E sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou, como à sua própria alma.

1 Sm 16:21 Assim Davi veio a Saul, e esteve perante ele, e o amou muito, e foi seu pajem de armas.

1 Rs 5:1 E enviou Hirão, rei de Tiro, os seus servos a Salomão (porque ouvira que ungiram a Salomão rei em lugar de seu pai), porquanto Hirão sempre tinha amado a Davi.

Será que devemos deduzir que Davi também tinha uma relação homossexual com Saul e com Hirão, rei de Tiro?

2Sm 1:26 Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; quão amabilíssimo me eras! Mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres.

Esta passagem não diz que Davi amava mais Jônatas do que sua(s) mulher(es), mas que percebia uma amabilidade tão grande por parte de Jônatas que se traduzia como um amor maior do que o que Davi percebia em suas mulheres. Não é difícil entender isso se considerarmos apenas a atitude de Mical, uma das mulheres de Davi:

2 Sm 6:16 "E sucedeu que, entrando a arca do SENHOR na cidade de Davi, Mical, a filha de Saul, estava olhando pela janela; e, vendo ao rei Davi, que ia bailando e saltando diante do SENHOR, o desprezou no seu coração... E, voltando Davi para abençoar a sua casa, Mical, a filha de Saul, saiu a encontrar-se com Davi, e disse: Quão honrado foi o rei de Israel, descobrindo-se hoje aos olhos das servas de seus servos, como sem pejo se descobre qualquer dos vadios".

Qualquer um com uma mulher assim consideraria maior a amabilidade demonstrada por um bom amigo do que pela própria mulher. Mais uma vez chamo sua atenção para o fato de que Davi não diz amar Jônatas mais do que às mulheres, mas considerar a amabilidade de Jônatas para consigo maior do que o amor das mulheres. É tudo uma questão de percepção. Jônatas havia sido fiel a Davi e se opusera até mesmo contra o próprio pai. Nada de errado um homem dizer que foi tratado por outro com uma amabilidade que excede a demonstrada por uma mulher, isso não faz dele um homossexual e nem implica em segundas intenções.

Você encontrará muitos que, em meio a guerras, doenças ou situações difíceis, encontraram em um amigo, em um irmão, em um pai ou em um filho, um amor que excede o amor das mulheres, mas que não tem nada a ver com homossexualismo. É triste ver como essa idéia homossexual de amor destrói as afeições mais puras entre pessoas do mesmo sexo, como o amor entre amigos, irmãos ou pais e filhos.

Você diz que crê na Bíblia, portanto tem uma responsabilidade para com Deus. Além disso, o simples fato de ter entrado em contato comigo para expor sua situação e desejar dialogar sobre o assunto demonstra que você mesmo não vive totalmente tranquilo com essa idéia. Será que buscava saber realmente o que a Bíblia diz ou esperava contar com meu apoio? Posso ver que seu email é todo ele a respeito de você, de seus sentimentos, de seus desejos.

Mas, pergunto, que valor tem a Palavra de Deus para você? Será que Deus admira vocês por isso ou vê em vocês apenas uma caricatura de um casal, já que não se trata da relação que Ele estabeleceu e abençoou em Sua Palavra? Se você decidiu seguir esse caminho, isso não compete a mim e é responsabilidade sua. Mas, por favor, não queira usar a Bíblia e a amizade entre Davi e Jônatas como pretexto para justificar sua própria vontade.



Alguém que leu este texto argumentou que o fato de Davi e Jônatas trocarem beijos denunciava um relacionamento homossexual. Minha resposta segue abaixo:

1Sm 20:41 Depois que o menino se foi, Davi saiu do lado sul da pedra e inclinou-se três vezes perante Jônatas, com o rosto no chão. Então despediram-se beijando um ao outro e chorando; Davi chorou ainda mais do que Jônatas.

Não sei o quanto da Bíblia você conhece, mas se ler atentamente verá que o beijo sempre foi uma prova de amor e afeto. É preciso distorcer o texto para enxergar qualquer coisa no beijo entre Davi e Jônatas além de amizade e afeição.

Alguém assim acabará achando que os beijos entre pais e filhos na Bíblia sejam prova de incesto, os praticados entre homens sejam homossexualismo, e entre mulheres lesbianismo. E que a ordem dada várias vezes no Novo Testamento para que os cristãos se beijem sempre que se saudarem significa que o homossexualismo está sendo aconselhado.

Será que você não percebeu que essa sua propensão a enxergar além do que está no texto é a mesma propensão daqueles homofóbicos que agrediram um pai que beijou seu filho adulto em público por achar que os dois eram homossexuais? Homofóbicos também vêem homossexualidade em tudo, o que não é muito diferente de sua maneira de enxergar as coisas.

Gên_33:4 Então Esaú correu-lhe ao encontro, abraçou-o, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou; e eles choraram.

Gên_45:15 E José beijou a todos os seus irmãos, chorando sobre eles; depois seus irmãos falaram com ele.

Gên_50:1 Então José se lançou sobre o rosto de seu pai, chorou sobre ele e o beijou.

Êxo_4:27 Disse o Senhor a Arão: Vai ao deserto, ao encontro de Moisés. E ele foi e, encontrando-o no monte de Deus, o beijou:

Êxo_18:7 Então saiu Moisés ao encontro de seu sogro, inclinou-se diante dele e o beijou;

Rut_1:14 Então levantaram a voz, e tornaram a chorar; e Orfa beijou a sua sogra

1Sm_10:1 Então Samuel tomou um vaso de azeite, e o derramou sobre a cabeça de Saul, e o beijou,

2Sm_19:39 Havendo, pois, todo o povo passado o Jordão, e tendo passado também o rei, beijou o rei a Barzilai,

Luc_7:45 Não me deste ósculo [beijo]; ela, porém, desde que entrei, não tem cessado de beijar-me os pés

Rom_16:16 Saudai-vos uns aos outros com ósculo [beijo] santo. - também em 1 Co 16:20; 2 Co 13:12; 1 Ts 5:26 e 1 Pe 5:14.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Supremo Analfabetismo Funcional.

O Padre Luís Carlos Lodi da Cruz, de Anápolis, escreveu um artigo em que chamou uma militante pró-aborto de abortista. A mulher entrou com um processo contra ele e o juíz alegou que o termo abortista é pejorativo. Por sua vez, o Padre Lodi recorreu junto ao Supremo Tribunal Federal, que confirmou. É pejorativo sim!

Vou, por meio desse artigo, dizer a todos os juízes do STF que concordam com essa decisão; VOCÊS SÃO TODOS UNS ANALFABETOS FUNCIONAIS DE PAI E MÃE!!


Só existem duas possibilidades de um termo ser pejorativo. Ou ele é pejorativo em si mesmo, por exemplo: Você chama um gay de "viado". Porque "viado" é pejorativo? Porque já existe um termo neutro para definir um gay, a palavra homossexual. Pode-se até dizer pederasta, pois é um termo técnico. São termos que em si mesmo não são pejorativos, são termos técnicos. Como existem termos técnicos neutros, então quando você usa palavras  do calíbre de "viado", "bixa", "baitola", "biba", etc... Então você está, claramente, depreciando o cidadão.

Segunda possibilidade: O termo em si não é pejorativo, mas pode, em certos contextos, se tornar pejorativo. Por exemplo: A palavra político é um termo que em si é neutro, mas em certas circunstâncias pode se tornar pejorativo. Tipo; "roubar é coisa de político". Você está usando a palavra político no sentido pejorativo. Muito bem. Em qual desses dois casos está a palavra abortista? EM NENHUM!! NÃO ESTÁ E NEM PODE ESTAR!

A palavra abortista jamais pode ser pejorativa. Porque? Em si mesma ela não pode ser pejorativa porque não existe um outro termo neutro para designar o militante pró-aborto (se o militante pró-aborto não é abortista, ele é o que?). Ela também não pode ser pejorativa pelo contexto. Qual é o contexto em que aparece a palavra abortista? Preste atenção. Muito antes da palavra abortista, existia a palavra ABORTEIRO. Aborteiro é o sujeito que pratica aborto, por isso comete um crime. Quando apareceu o movimento em defesa do aborto, não era justo chamá-los de aborteiros, porque o sujeito poderia ser a favor do aborto sem cometer o aborto. Se você chamasse ele de aborteiro, estaria acusando-o de cometer um crime. Então surgiu a palavra abortista para proteger os militantes pró-aborto contra as acusações implícitas ou explícitas de crime de aborto. Então a palavra abortista é completamente o contrário de um termo pejorativo.

Aqui, suas excelências de merda.. Notem bem, se vocês não tem capacidade de distinguir um problema semântico em um termo, então não podem jamais criminalizá-lo.

Seus BURROS, ANALFABETOS FUNCIONAIS, DEMENTES, DELINQUENTES INTELECTUAIS, VIGARISTAS.

Vocês não valem um tostão sequer.


Tenho dito!



PS: Caso algum enfezadinho queira me processar por este artigo, fique a vontade. Eu vou lá dentro do tribunal provar o que eu disse aqui, e vocês (juízes) ainda vão ficar com cara de "mané".

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Ilegalidades Supremas: O STF Pode Legislar?

Salvo engano, sou um jovem paulistano em plena posse de seu talento e de sua linguagem, embora a jurisprudência não seja minha área específica, tenho feito várias constatações pormenorizadas a cerca desse "ativismo judicial" do STF. Isso bastou para que eu fosse rotulado de "poser de jurista" por advogados esquerdistas tendenciosos (Thiago Fiago) vezes sem conta. Conclusão: Se dependesse de pessoas como esse cidadão citado, eu estaria atrás das grades por emitir opiniões políticas. É bom ressaltar também que durante meu curso de jornalismo, tive o prazer inenarrável de aprender um pouco sobre a Constituição Brasileira e sobre o Código Penal Brasileiro, além de um pouco sobre Judiciário com o insigne Ives Gandra da Silva Martins, advogado e Doutor em Direito. Dito isso, sem entrar no mérito de ser ou não natural a relação diferente entre um homem e uma mulher daquela entre pessoas do mesmo sexo, quero realçar um ponto que me parece relevante e que não tem sido destacado pela imprensa, preocupada em aplaudir a “coragem” do Poder Judiciário de legislar no lugar do “Congresso Nacional”, que teria se omitido em “aprovar” os projetos sobre a questão aqui tratada. 

A questão que me preocupa é este ativismo judicial, que leva a permitir que um Tribunal eleito por uma pessoa só substitua o Congresso Nacional, eleito por 130 milhões de brasileiros, sob a alegação de que além de Poder Judiciário, é também Poder Legislativo, sempre que considerar que o Legislativo deixou de cumprir as suas funções.

Uma democracia em que a tripartição de poderes não se faça nítida, deixando de caber ao Legislativo legislar, ao Executivo executar e ao Judiciário julgar, corre o risco de se tornar ditadura, se o Judiciário, dilacerando a Constituição, se atribua poder de invadir as funções de outro. E, no caso do Brasil, nitidamente o constituinte não deu ao Judiciário tal função, pois nas “ações diretas de inconstitucionalidade por omissão” IMPÕE AO JUDICIÁRIO, APESAR DE DECLARAR A INÉRCIA CONSTITUCIONAL DO CONGRESSO, intimá-lo, sem prazo e sem sanção para produzir a norma. 

Ora, no caso em questão, a Suprema Corte incinerou o § 2º do art. 103, ao colocar sob sua égide um tipo de união não previsto na Constituição, como se poder legislativo fosse, deixando de ser “guardião” do texto supremo para se transformar em “Constituinte derivado”.

Se o Congresso Nacional tivesse coragem poderia anular tal decisão, baseado no artigo 49, inciso XI da CF, que lhe permite sustar qualquer invasão de seus poderes por outro poder, contando, inclusive, com a garantia das Forças Armadas (art. 142 ‘caput’) para garantir-se nas funções usurpadas, se solicitar esse auxílio. 

Num país em que os poderes, todavia, são de mais em mais “politicamente corretos”, atendendo o clamor da imprensa – que não representa necessariamente o clamor do povo -, nem o Congresso terá coragem de sustar a invasão de seus poderes pelo Supremo Tribunal Federal, nem o Supremo deixará, nesta sua nova visão de que é o principal poder da República, de legislar e definir as ações do Executivo, sob a alegação que oferta uma interpretação “conforme a Constituição".


A pergunta que não quer calar: Embora NÃO SENDO UM LEGISLADOR POSITIVO, o STF pode legislar?

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Recado A Um Fanfarrão Amedrontado.


Ante a coragem e o heroísmo daquele que convoca um exército inteiro para atacar um “franco-atirador” e ainda o chama de covarde, devo observar que os gorila também bate no peito quando, armado de paus e pedras, reúne a tribo para cercar um leopardo solitário.

Eu já contava com esse tipo de reação simiesca do sr. Thiago Fiago, por saber perfeitamente com quem estou falando. No prólogo de "Sepultando Um Natimorto I e II" já lhe respondi antecipadamente:

“Não tenho a menor dúvida de que meus artigos terão, numa boa fatia dos ambientes letrados, a recepção-padrão dada a outros tantos artigos brasileiros: o completo silêncio quanto ao conteúdo, uma floração majestosa de fofocas e calúnias quanto à pessoa do autor.”

A fúria irracional e o terror pânico mal disfarçados com que esse infeliz cidadão, incapaz de qualquer argumentação séria, busca socorro no velho arsenal dos chavões e frases feitas, é um show de baixeza que não mereceria resposta, se não fosse pelo respeito que é devido aos leitores do http://wwwtodamentiraseracastigada.blogspot.com . É a eles exclusivamente que me dirijo nas linhas seguintes, e não a meu antagonista. A este, o tempo responderá: um dia, desejará antes esconder-se debaixo da terra do que reconhecer a autoria das palavras levianas e insensatas que, sob a inspiração repentina do medo e do ódio, fizera publicar.
Mas será tarde: ele ficará colado indelevelmente à sua reputação, como prova daquilo que foi talvez o momento mais infame e obscuro de toda a história da "intelligentzia fiaguiana".

Suas declarações, com efeito, constituem um striptease moral: elas revelam ante os olhos escandalizados dos leitores o baixo nível, o fanatismo grosseiro, a completa inépcia e a desonestidade maciça daquele que é pago pelo Estado para supostamente desempenhar tarefas jurídicas, e que procuram ludibriar o público vendendo como altas obras de inteligência as expressões mal disfarçadas de seus baixos instintos.

Como esse cidadão pode sempre contar com espaços ilimitados na imprensa, que mal deixa ao direito de resposta cinco linhas de defesa para cada centena concedida ao ataque, quem quer que seja objeto de sua ira coletiva tem de comprar o espaço para defender-se; e quando não tem recursos próprios para fazê-lo e recorre à ajuda de amigos generosos, ainda é acusado perfidamente de “apoiar-se no poder econômico” ¾ para usar a expressão do mais cínico dentre meus detratores ¾, como se o poder de comprar um anúncio pudesse comparar-se ao de desfrutar de jornais inteiros.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Sepultando Um Natimorto - II.

Em recente mensagem publicada no seu blog, o Sr. Thiago Fiago reclama que tomei “uma simples imagem analógica usada em sala (à guisa de exemplo para uma platéia bastante heterogênea) com o intuito de mostrar cabalmente que confundia eu ali, ao final das contas, o eidos, quer dizer, a forma inteligível do STF, com os seus acidentes individuantes, a respeito da “união homoafetiva”.
Releiam o que escrevi a respeito aqui no meu blog e confiram se o sr. Thiago Fiago, tentando provar sua impotência humana de conhecer essências por intuição, não usou como exemplo a impossibilidade de apreender “a essência de um copo envenenado” (sic). Digam-me em seguida se quem erra sou eu ao dizer que o STF roubou desavergonhadamente uma função do Legislativo e agregou a isso o crime de adulterar a Constituição.

Pego em flagrante burrada, o Sr. Thiago Fiago poderia, sem abdicar da sua tese e sem passar vergonha nenhuma, ao menos confessar que o artigo em seu blog é ruim, inepto, grotesco. Mas não. “Repetidor do magistério infalível”, ele não pode reconhecer que falhou nem mesmo num detalhe. Fiel ao seu hábito, ele nem confessa o erro nem tenta defendê-lo: muda de assunto. Foge ao ponto em discussão e camufla o vexame sob uma longa e eruditíssima argumentação anti-homofóbica.

Ora, por mais certa, exata e infalível que fosse essa segunda série de argumentos, ela não teria jamais o dom miraculoso de tornar retroativamente aceitável o exemplo do meu artigo, com o qual ilustrei, não a teoria intuicionista ou qualquer outra, mas a confusão mental do Sr. Thiago Fiago, sua escassa confiabilidade de pensador e advogado.

Notem que, na breve análise que fiz do malfadado exemplo, não apresentei nenhum argumento em favor do intuicionismo, apenas mostrei a inépcia de uma crítica em particular feita a essa teoria no curso de uma “aula” do Sr. Thiago Fiago. Qualquer pessoa que saiba ler percebe que o assunto ali não era intuicionismo nem anti-intuicionismo, mas uma performance pedagógica deplorável. Se o autor da performance finge que não percebeu nada e desvia a conversa para uma eruditíssima refutação “fiaguista” do intuicionismo, só demonstra com isso, novamente, a sua propensão compulsiva de fugir dos fatos deprimentes para o reino maravilhoso das abstrações e teorias, com a vantagem adicional de exibir cultura e simular superioridade mediante o uso daquele seu característico tom professoral, um estilo que pode enganar o seu público usual mas que, para o leitor dotado de alguma cultura literária, revela apenas um mau-gosto dos diabos (o estilo que o falecido Pol Pot, com precisão cruel, denominava “penteadeira de velha”).

O mais ridículo de tudo é o sujeito não perceber (ou fingir que não percebe) que mesmo a melhor argumentação anti-homofóbica do mundo, feita ex post facto sob outros e novos argumentos, colhidos ao longo da semana em tratados escolásticos falsificados pelo GGB, nem poderia responder à minha crítica nem jamais dar ares de respeitabilidade retroativa àquela desastrada tentativa de exemplificação pedagógica, que vexame foi e vexame continuará sendo pelos séculos dos séculos, até que o Sr. Thiago Fiago desça do pedestal e consinta em impugná-la ele próprio, como o faria em lugar dele qualquer estudioso honesto, ao menos para salvar a honra da própria teoria que defende.

Desviando a discussão para o tema do intuicionismo em si, o Sr. Thiago Fiago, como sempre faz, foge do específico para o genérico e tenta dar a aparência de grande debate filosófico àquilo que é apenas um esforço desesperado para disfarçar a vergonha que passou.

Parece um menino que, tendo feito cocô nas calças, tentasse provar maturidade exibindo profundos conhecimentos de fisiologia da defecação.

É patético

Sepultando Um Natimorto - I.

Já dizia meu velho avô: “Contra factum non argumentum est.”

A coisa mais fácil do mundo seria o Sr. Thiago Fiago reconhecer o óbvio e publicar em seu blog uma notinha: “De fato, alterei o sentido das palavras do sr. Wellington Monteiro e da Constituição Federal, e com isso arrisquei trazer dano injusto à sua reputação. Desculpe o vexame. Assunto encerrado.”
Lembro-me de ter cometido pecado similar, não por intenção maliciosa mas por genuína ignorância palpiteira, contra o já falecido Prof. Najib Almodovar (meu professor de geografia nos tempos de colégio). Repassei levianamente uma história que ouvira de gente da colégio, acusando-o de haver torturado sua esposa. Ele veio falar comigo, provou que eu havia feito caca, e não tive remédio senão pedir desculpas em público, o que não é desonra nenhuma, é aliás o contrário de uma desonra.

Mas o Sr. Thiago Fiago tem aquela inflexibilidade do mentiroso obstinado, que, quando pego de calças na mão, se enrijece de orgulho e, subindo um pouco mais alto na escala da sua santidade imaginária, dispara contra o queixoso uma saraivada de dogmas jurídicos perfeitamente alheios ao caso e, por isso mesmo, tanto mais impressionantes.

Na platéia de seus leitores (que los hay, los hay), não faltaram vozes de apoio para secundá-lo, repetindo o truque com fidelidade admirável, contornando meticulosamente o fato concreto e desdobrando-se nas mais lindas considerações doutrinais contra o conhecimento alheio às leis constitucionais, a liberdade de consciência, o modernismo teológico e não sei mais quantas coisas das quais me imaginavam o representante e porta-voz oficial do Movimento Gay.
É como se eu, surpreendido pela empregada de casa em flagrante punheta no sofá da sala, convocasse meus amigos para esmagar a infeliz testemunha sob uma tempestade de citações da Suma “liberdade de sexualidade”.

É um tanto deprimente ter de lembrar a essa legião de sábios advogados constitucionais (tsc.) que os defeitos da vítima, reais ou imaginários, não autorizam ninguém a infringir contra ela o Oitavo Mandamento. Aliás, se cometi tantos erros, se tão rico e variado é o repertório dos meus pecados, para que inventar mais um, acusando-me logo daquilo que não fiz?

Se o Sr. Thiago Fiago confessasse ter lançado contra mim uma acusação falsa, de me chamar de “poser de jurista”, de expor a falsa situação endêmica de homofobia desse país, de citar a Constituição do país mais ateu das américas (Canadá) para explicar (leia-se dissimular) o Golpe de Estado que o STF, regido por estelionatários, aplicou nesse país e no povo brasileiro ao contradizer a Constituição que define apenas o casal composto por HOMEM E MULHER como núcleo familiar, que em nenhum momento dá vazão a outro núcleo, distorcer desavergonhadamente o preceito constitucional e maqueá-la com a falsa pregação dos “direitos da pessoa humana”, recuperaria ao menos um pouco de credibilidade para alegar, em seguida, que as demais acusações eram verdadeiras (tsc.). Agindo como agiu, só conseguiu desmoralizar a todas elas de uma vez, emporcalhando-as com a mancha do falso testemunho e poupando-me o trabalho de desmentir, uma a uma, todas as lutas que a comunidade gay diz participar para poder ter direitos reconhecidos e viver com dignidade.

Nova demonstração de sua renitente soberba forneceu-nos ele ao publicar em seu blog um malfadado artigo em que, supostamente, rebate o meu artigo sobre o Golpe de Estado e, segundo ele, seria um ¨espancamento intelectual¨, sem mencionar nem por alto o fato de que seu artigo trazia consigo a total desmoralização do próprio autor enquanto tentativa de humilhar um “pobre coitado poser de jurista”.
Não custava nada o sr. Thiago Fiago reconhecer: “É, eu estava errado. Santos dizem palavrões, sim. O “poser de jurista” não está necessariamente excluído da glória eterna do “Brasil sem homofobia” só por ter expressado suas reservas contra os pontos de vista do meu grupo.”

Mas não. Ele não pode dar o braço a torcer. Não pode recuar um só milímetro da pose de infalibilidade, ostentada em atos e feitos que as proclamações verbais de humildade não atenuam nem um pouco. Anunciando o seu artigo sem comentários, dá a entender que ele não significa nada, e sai assobiando com o ar mais inocente do mundo, como se a coisa não fosse com ele.

Até onde irá esse professor de doutrina na sua obstinação insensata de mostrar que na vida real, fora da confortável esfera das citações eruditas, não entende uma só palavra dos mandamentos divinos?

PS. – Ao fim de uma eruditíssima nota na qual novamente foge do fato para o reino encantado das discussões doutrinais, o Sr. Thiago Fiago, anunciando desmantelar um “sofisma”, declara:

“Se, como alguns querem fazer crer, o tratar os outros por nomes obscenos se justificaria pelo fato de Wellington Monteiro tê-lo feito a alguma altura de sua vida, então também o cometer adultério se justificaria pelo fato de Santa Maria Madalena tê-lo cometido a alguma altura de sua vida.”

Sofisma, mesmo, é isso. A minha pessoa usou de argumentos plausíveis, dentro do campo da razão, numa polêmica contra a rebelião Fiagiana contra a realidade, e não consta que Sta. Maria Madalena cometesse adultério em defesa da Igreja. Thiago Fiago, largue de palhaçada teológica-jurídica e arranje um emprego decente.

PLC-122/2006: Lei Absurda.

Ilustres senhores parlamentares homossexuais chantagistas: Vossas Excelências podem votar, se quiserem, esse lixo de lei que proíbe criticar o homossexualismo. Podem votá-la até por unanimidade. Podem votá-la sob os aplausos da Presidência da República, da ONU, do Foro de São Paulo, de George Soros, das fundações internacionais bilionárias, do Jô Soares, do beautiful people inteiro.

Não vou cumpri-la.
Não vou cumpri-la nem hoje, nem amanhã, nem nunca!

Por princípio, não cumpro leis que me proíbam de criticar ou elogiar o que quer que seja. Nem as que me ordenem fazê-lo.

Não creio que haja, entre os céus e a terra, nada que mereça imunidade a priori contra a possibilidade de críticas. Nem reis, nem papas, nem santos, nem sábios, nem profetas reivindicaram jamais um privilégio tão alto. Nem os faraós, nem Júlio César, nem Átila, o huno, nem Gengis Khan ambicionaram tão excelsa prerrogativa. O próprio Deus, quando Jó lhe atirou as recriminações mais medonhas, não tapou a boca do profeta. Ouviu tudo pacientemente e depois respondeu. As únicas criaturas que tentaram vetar de antemão toda crítica possível foram Adolf Hitler, Josef Stálin, Mao-Tse-Tung e Pol-Pot. Só o que conseguiram com isso foi descer abaixo da animalidade, igualar-se a vampiros e demônios, tornar-se alvos da repulsa universal.

Nada é incriticável. Quanto mais o simples gostinho que algumas pessoas têm de fazer certas coisas na cama.

Nunca na minha vida parei para pensar se havia algo de errado no homossexualismo. Agora estou começando a desconfiar que há. Nenhuma coisa certa, nenhuma coisa boa, nenhuma coisa limpa necessita se esconder por trás de uma lei hedionda que criminaliza opiniões. Quem está de boa intenção recebe críticas sem medo, porque sabe que é capaz de respondê-las no campo da razão, talvez até de humilhar o adversário com a prova da sua ignorância e má-fé. Só quem sabe que está errado precisa se proteger dos críticos com uma armadura jurídica que aliás o desmascara mais do que nenhum deles jamais poderia fazê-lo. Só quem não tem o que responder pode pedir socorro ao aparato repressivo do Estado para fugir da discussão. E quanto mais se esconde, mais põe sua fraqueza à mostra.

Sim, senhores. Nunca, ao longo dos séculos, alguém rebaixou, humilhou, desmascarou e escarneceu da comunidade gay como Vossas Excelências estão em vias de fazer.
As pessoas podem ter acusado os homossexuais de fingidos, de ridículos, de tarados, de pecadores. Ninguém jamais os qualificou de tiranos, de nazistas, de inimigos da liberdade, de opressores da espécie humana. Vossas Excelências vão dar a eles, numa só canetada, todas essas lindas qualidades.
Depois não reclamem quando aqueles a quem essa lei estúpida jura proteger se tornarem objeto de temor e ódio gerais, como acontece a todos os que tomam de seus desafetos o direito à palavra.

Quem, aprovada a PLC 122/ 06, se sentirá à vontade para conversar com pessoas que podem mandá-lo para a cadeia à primeira palavrinha desagradável? Os homossexuais nunca foram discriminados como dizem que o são. Graças a Vossas Excelências, serão evitados como a peste.

Tenho dito!

Foro De São Paulo: Ponto De Encontro Entre Facções Esquerdistas E Organizações Criminosas.

Ao longo de seus dezessete anos e meio de atividade, não se observa nas atas das assembléias e grupos de trabalho do Foro de São Paulo a menor divergência, muito menos conflito sério, entre as centenas de facções de esquerda que o compõem. Todas as declarações finais foram assinadas pela unanimidade dos participantes (cf. transcrição das atas e assinaturas em “Atas do Foro de São Paulo”). Nenhuma das queixas e recriminações vociferadas pelos antipetistas de esquerda na mídia que eles mesmos chamam de direitista e burguesa foi jamais levada às discussões internas do Foro, o que prova que a esquerda latino-americana permanece unida por baixo de suas divergências de superfície, por mais que estas impressionem a platéia ingênua.

As ações do Foro prolongam-se muito além daquilo que consta das atas. Segundo confissão explícita do sr. ex-presidente da República, os encontros da entidade são ocasião de conversações secretas que resultam em decisões estratégicas de grande alcance, como, por exemplo, a articulação internacional que consolidou o poder de Hugo Chávez na Venezuela (ver o documento oficial em “Discurso do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no ato político de celebração aos 15 anos do Foro de São Paulo” e comentário em Lula, réu confesso”). Estas decisões e sua implementação prática subentendem uma unidade estratégica e tática ainda mais efetiva do que aquela que transparece nas atas.

Segundo as Farc, a criação desse mecanismo coordenador salvou da extinção o movimento comunista latino-americano e foi diretamente responsável pela ascensão dos partidos de esquerda ao poder em várias nações do continente. (ver Comissão Internacional das Farc, “Saudação à Mesa Diretora do Foro de São Paulo, 16 de janeiro de 2007”, significativamente já retirado do ar, mas recuperável em

http://web.archive.org/web/20070310215800/www.farcep.org/?node>2,2513,1 .

As declarações de solidariedade mútua firmadas no Foro de São Paulo entre partidos legais e organizações criminosas (ver por exemplo X Foro de São Paulo, “Resolução de Condenação ao Plano Colômbia e de Apoio ao Povo Colombiano”) não ficaram no papel, mas traduziram-se em ações políticas em que as entidades legais eram instantaneamente mobilizadas para proteger e libertar os agentes das Farc e do Mir presos pelas autoridades locais (explicarei isto melhor, com os documentos respectivos, num próximo artigo).

Na pesquisa histórica, na investigação policial, nos processos judiciais, na ciência política ou em qualquer discussão pública que se pretenda mais séria do que propaganda eleitoral ou conversa de botequim, o princípio mais elementar e incontornável é que os documentos de fonte primária são a autoridade absoluta, o critério último de arbitragem entre as hipóteses e opiniões.
Trinta anos de definhamento intelectual sem precedentes no mundo civilizado tornaram esse princípio inacessível e incompreensível às mentes dos formadores de opinião neste país, principalmente aqueles que a mídia considera mais respeitáveis e dignos de ser ouvidos.

A idéia mesma de “prova”, sem a qual não existe justiça, nem ciência, nem honestidade, nem muito menos a possibilidade da ação racionalmente conduzida, desapareceu do horizonte de consciência desses indivíduos, que se rebaixaram assim à condição de criancinhas mentirosas, apegadas a sonsos jogos de palavras para fazer desaparecer por mágica os fatos que as desagradam ou que por outro motivo qualquer desejam ocultar.

Não digo apenas que se tornaram desonestos: abdicaram por completo da capacidade de distinguir o honesto do desonesto, o certo do errado, o verdadeiro do falso. Uns fizeram isso por sacrifício voluntário no altar de suas crenças políticas, outros por presunção vaidosa, outros por comodismo, outros por mera covardia.

Confiado neles, o Brasil cometeu suicídio intelectual, tornando-se um país incapaz de acompanhar sua própria história presente com aquele mínimo de consciência alerta cuja presença distingue a vigília do sono.
Jamais, na história da mídia mundial, tantos traíram ao mesmo tempo sua missão de investigar e informar.

Raciocínio Lógico.

Quando alguém quer acusar o Brasil de racista, alega que a proporção de negros entre as vítimas de homicídios é maior do que entre a população em geral. O argumento não prova que a causa do fenômeno seja o racismo branco, pois para isso seria preciso que os autores daqueles crimes fossem predominantemente brancos – e o fato é que não são. Mas o cálculo demonstra, em todo caso, que no Brasil é mais perigoso ser negro do que branco, independentemente da origem racial do perigo.
Por que então não se usa jamais o mesmo método para provar que os gays são vítimas preferenciais de violência? O motivo é óbvio. Se os homossexuais são quatorze por cento da população, eles só podem ser considerados uma comunidade mais ameaçada que as outras caso a proporção deles no total de brasileiros assassinados exceda quatorze por cento. Mas, como já vimos nesta coluna, tudo o que os porta-vozes do movimentogay conseguiram, espremendo a amostragem ao máximo, foi mostrar que os homossexuais são 0,3 por cento daquele total. E olhem que aí estão incluídos até mesmo crimes sem motivação homofóbica provada. Assassinatos por homofobia são portanto uma fração infinitesimal no conjunto, e pretender fazer deles um risco máximo de segurança pública, uma calamidade endêmica necessitada de correção legal drástica, é uma empulhação estatística cujos autores, se todos os brasileiros fossem iguais perante a lei, deveriam ir para a cadeia por tentativa de obter privilégios do Estado por meios ilícitos.

Pior ainda é quando esses pilantras, vendo a fragilidade da gazua retórica que empregam, tentam se vacinar preventivamente contra a evidência matemática, alegando que têm poucos dados porque o medo de sofrer violência leva osgays a ocultar sua preferência sexual, diminuindo sua presença numérica nas estatísticas. A fraude aí é tripla. Primeiro, dá-se à falta de provas o valor de prova. Segundo, a presunção de violência anti- gay generalizada, que se alardeava provar mediante os altos números, é dada por provada e usada retroativamente como prova de que os números baixos valem como se fossem altos. Terceiro: inverte-se brutalmente o significado estatístico da homossexualidade oculta. Se, como presume o raciocínio, a maior parte das vítimas reais é invisível por se constituir de homossexuais secretos, então só pode ter acontecido uma destas três coisas: ou seus assassinos não sabiam que eles eram homossexuais, ou o souberam por algum tipo de inside information, sendo freqüentadores usuais do ambiente gay e portanto gays ou simpatizantes eles próprios, ou então tinham dons paranormais. As duas primeiras hipóteses excluem, por definição, a possibilidade do ódio anti-homossexual como motivação dos crimes. Na terceira reside a única esperança matematicamente viável de provar que existe um estado endêmico de homofobia assassina no Brasil.

Toda a argumentação em favor da lei dita “anti-homofóbica” é fraude, é engodo, é estelionato. Vamos permitir que os vigaristas que a inventaram nos ponham na cadeia?

Golpe De Estado - II: O Dia Em Que O STF Roubou Uma Função Do Legislativo.

Meses atrás o STF aplicou um dos maiores Golpes de Estado que esse país já viu. A inclusão da união homoafetiva e a equiparação da mesma com a união heterossexual (atribuindo a ela “Direitos e Deveres Conjuguais”) vai muito além da mera inclusão e reconhecimento de uma classe.

Vejam bem; “O Supremo Federal não tem usurpado a função Legislativa, o que o STF fez foi interpretar a Constituição à luz da sua densa princípiologia (olha como o cara fala, meu Deus do céu). O parágrafo 2° do artigo 5° permite o Judiciário a resolver controvérsias a partir de direitos e garantias implícitos”, afirmou.

Ora, acontece o seguinte: Não se pode haver “direitos e garantias” implícitos contra a letra da própria Constituição. Se a Constituição define o casamento como sendo entre homem e mulher, não tem princípio que possa abolir isso ai, meu Deus do céu. Que princípio implícito? Que direitos e garantias implícitos?
Outra coisa, o direito ao matrimônio ou “união estável” é aplicado ao homem e a mulher de maneira literal, ou seja, uma união para constituir família baseado na REPRODUÇÃO”. Quando aplicado a dois homens ou duas mulheres, não passa de uma figura de linguagem, não é um conceito exato. Agora o sujeito que confunde um termo exato com uma figura de linguagem, definitivamente é um TRAPACEIRO!

O casamento é definido UNIVERSALMENTE como uma relação baseada na DIFERENCIAÇÃO SEXUAL E NA REPRODUÇÃO. Como é que você pode falar casamento, sr. Thiago Fiago, como se ele fosse uma união como qualquer outra? Por exemplo como uma união comercial (sociedade comercial), onde qualquer pessoa pode fazer união com outra, seja ela até do 7° sexo.
Porém a relação matrimonial é baseada na diferenciação de papeis sexuais, onde portanto existe uma atribuição de DIREITOS E DEVERES CONJUGUAIS.

Por exemplo, sr. Thiago Fiago, se eu parar de “comer” minha distinta esposa, ela pode ir no juíz e alegar que eu não estou cumprindo o meu dever conjugal. Agora, eu posso ir no juíz e alegar que minha esposa não está me “comendo”? Não! Pois isso está fora das definições dos papeis sociais. Eu tenho a obrigação de desempenhar a função masculina e ela a função feminina. É esta a definição dos Direitos e Deveres Conjuguais, que é a definição mesma do casamento. Agora, numa união homossexual, quem tem qual o dever conjugal? Quem tem o dever de “comer” quem, e quem tem o dever de “dar” para quem? Se o sr. não é capaz de definir isso, então o sr. não pode JAMAIS dizer que isso é uma união matrimonial em igualdade de condições com as uniões estáveis dos casais heterossexuais. Seus amiguinhos do STF estão mentindo, estão trapaceando.. E foram bem pagos pra isso! É pra isso que eles servem.

 Então essa MERDA de STF, não respeito mais isso, não acato mais ordens dele, podem me processar, podem fazer o que quiser. Não estou nem aí!

Em suma, como eu já havia dito antes, o STF deu um golpe no Legislativo pelos seguintes pontos:

1) “O Supremo incompetentemente “alterou” a Constituição, que, aponta apenas a união entre homem e mulher como núcleo familiar.”

2) “Apenas o Congresso que representa a VONTADE POPULAR da maioria, tem competência para isso. O Brasil reconhece como núcleo familiar homem e mulher.”

3) “É preciso garantir direitos iguais a todos, independentemente “de seu comportamento sexual privado”, mas desde que haja o “cumprimento daquilo que é ordenado pelas leis constitucionais.”

4) “O conceito de igualdade previsto na legislação brasileira estabelece que os cidadãos se dividem quanto ao sexo como “homens e mulheres, que são iguais em direitos e deveres.”

5) “A idéia de um terceiro sexo (decorrente do comportamento social ou cultural do indivíduo), portanto, quando confrontada com a realidade natural e perante a Constituição Material da Sociedade (Constituição da Comunidade Política) não passa de uma ficção jurídica, incompatível com o que se encontra sistematizado no Ordenamento Jurídico Constitucional”,
.
6) “A decisão do Supremo é corporativa e não resprenta os anseios da MAIORIA DEMOCRÁTICA e está fora do “contexto social” brasileiro. O país ainda não vê com “naturalidade” a união homoafetiva, e isto não pode ser imposto, e se quiser ser imposto QUE SEJA PELA VIA DEMOCRÁTICA, E QUE SE DECIDA PELO VOTO (PLEBISCITO).”

Tiro Pela Culatra.

A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis e o Grupo Gay da Bahia pediram ao Conselho Federal de Psicologia (CFP) a punição, por crime de charlatanismo, dos psicólogos que participarem de Encontros Cristãos sobre Homossexualismo.
Os encontros costumam reunir terapeutas, pastores e missionários, e são, na maioria das vezes, promovidos pela Exodus, a maior rede mundial de ministérios cristãos de ex-homossexuais, e tem por objetivo oferecer uma alternativa de inspiração religiosa às pessoas que desejem retornar a uma conduta sexual compatível com a moral evangélica.
Segundo a denúncia que as entidades gays e lésbicas enviaram ao CFP, todo psicólogo que participar desses acontecimentos cometerá infração, porque:

1) A Organização Mundial da Saúde (OMS) excluiu o homossexualismo do Código Internacional de Doenças.

2) As propostas desses encontros “não têm o mínimo embasamento médico ou psicológico, mas se baseiam apenas em considerações religiosas altamente discutíveis”.

3) A Associação Psiquiátrica Americana acha os ministérios de ex-gays fraudulentos e prejudiciais.
Além do castigo dos psicólogos, os reclamantes exigem do Conselho Federal de Psicologia que denuncie publicamente a proposta desses encontros como “preconceituosa e discriminatória, inspirada em crendices religiosas”.

Do ponto de vista lógico, o que há a observar é o seguinte:

1) O fato de a OMS retirar o homossexualismo da lista de doenças quer dizer apenas que não há consenso científico suficiente para enquadrá-lo como doença. A implicação inevitável é que o homossexualismo não é um problema médico e sim um problema moral, sobre o qual cada um tem o direito de tomar posição conforme sua consciência: precisamente o contrário da conclusão que os gays pretendem tirar. A pretensão de proibir opiniões pessoais onde não haja consenso científico é absurda, além de totalitária. Mas, mesmo que houvesse consenso estabelecido, ir contra o consenso é um direito elementar e universal cuja negação implicaria automaticamente a proibição de emitir novas hipóteses e a paralisação, portanto, de toda pesquisa científica.

2) O homossexualismo é condenado, de maneira literal e inequívoca, no Antigo e no Novo Testamento, assim como nas escrituras sagradas dos muçulmanos, dos judeus e dos hinduístas. Qualquer fiel dessas religiões tem não somente o direito, mas o dever de proclamar sua repulsa a essa prática. Proibir que o façam é violar totalitariamente a consciência religiosa de mais de dois terços da humanidade (uma parcela bem maior que a dos gays e lésbicas, por mais espalhafatosa que seja esta última). Se o direito de louvar o homossexualismo não é apenas o oposto complementar do direito de censurá-lo, então já não se trata mais de justiça e direitos humanos, e sim da ditadura de uma minoria rancorosa e fascista. Ninguém, em sã consciência, pode aceitar isso.

3) Ao proclamar que as crenças que embasam os encontros são “altamente discutíveis” e opor a elas a opinião da Associação Psiquiátrica Americana, o documento deixa subentendido que esta última é, por seu lado, absolutamente indiscutível (o que é uma tolice monumental, mesmo porque em ciência, por definição, tudo é essencialmente discutível e aliás é científico justamente por causa disto).

Mas é do ponto de vista jurídico que as coisas se tornam ainda mais interessantes:

1) Oferecer uma alternativa religiosa, declarando que é religiosa, não é o mesmo que oferecer uma terapêutica dizendo que é cientificamente reconhecida quando não o é. Somente neste último caso poderia haver suspeita de charlatanismo. Não sendo verossímil que as entidades signatárias da denúncia ignorem coisa tão banal que a mais breve consulta ao Código Penal bastaria para confirmar, a acusação de charlatanismo configura nitidamente o crime de denunciação caluniosa (artigo 339 do Código Penal: “dar causa a instauração de inquérito policial ou de processo judicial contra alguém, imputando-lhe crime de que o sabe inocente”). Sendo a denunciação caluniosa crime de ação pública , o CFP, tão logo receba o infame documento, tem a obrigação de solicitar imediatamente à Justiça que tome as providências legais cabíveis contra os criminosos: Associação Brasileira de Gays e Lésbicas e Movimento Gay da Bahia.

2) Depreciar como “crendice” os preceitos que condenam o homossexualismo na Torá, no Evangelho e no Corão configura nitidamente o crime de ultraje a culto (artigo 208 do Código Penal: “Escarnecer de alguém, publicamente, por motivo de crença ou função religiosa”). Os signatários da denúncia estão portanto sujeitos a responder também por este crime.

Corrigir a lógica capenga do documento gay é coisa que posso fazer, dada a minha condição de ofício. (Não precisa agradecer, que eu fico sem jeito.) Quanto à parte legal do caso, apelo aos advogados deste país (em especial ao Thiago Fiago e seus amigos do Judiciário) para que ofereçam uma espécie de “assessoria jurídica gratuita” aos seus amiguinhos da Associação e do Grupo Gay da Bahia, de modo a que estas entidades, ensandecidas pela sanha punitiva que lhes inspira uma doutrina fanática, não acabem se enrolando perante a Justiça, mais do que seria preciso para defender, de maneira sensata e dentro da lei, a causa que representam.

Militância LGBT: Farpa Cortante Ou Verdade De Feirante?

Saudosos tempos aqueles em que os jovens esquerdistas (advogados ou não) investiam galhardamente contra cavalarianos armados de sabres! Hoje eles se reúnem às centenas para intimidar (ou pelo menos tentar) algumas pessoas através de redes sociais, minoria absoluta no tocante aos “influenciáveis”, e se acham uns heroizinhos por isso. Ou, montados no apoio do Estado e de ONGs bilionárias, se articulam maquiavelicamente para cortar os meios de subsistência de um pai de família que, perseguido e acuado em sua terra, vaga de país em país com a mulher e quatro filhos, rejeitado e humilhado por toda parte, sem ter onde cair morto (Júlio Severo).

Quem quiser conhecer a alma da juventude militante hoje em dia, dê uma espiada no site

http://www.midiasemmascara.org/mediawatch/noticiasfaltantes/perseguicao-anticrista/12426-ativistas-gays-cortam-a-conta-de-julio-severo-no-paypal.html.

Em ambos os casos, os ativistas imaginam, sentem e acreditam, no interior do seu teatrinho mental, que são ousados combatentes pela liberdade lutando contra o centro mesmo do poder opressor, quando na realidade são eles próprios o braço do maior esquema de poder que já se viu no mundo, a aliança do Estado com os organismos internacionais, as grandes fortunas globalistas e a mídia em peso, todos juntos contra focos isolados de resistência, ingênuos e desamparados idealistas que, certos ou errados, nada ganham e tudo arriscam para permanecer fiéis a seus valores.

É a caricatura grotesca, a inversão total da coragem cívica, a perda radical do senso da equivalência de forças, das leis do combate honroso que um dia prevaleceram até em brigas de rua, entre malandros, e hoje desapareceram por completo nos corações daqueles que, para cúmulo de ironia, continuam se achando a parcela mais esclarecida da população.

Quem os ensinou a ser assim? Quem arrancou de suas almas o sentimento mais elementar de justiça, de honra, de amor ao próximo e até mesmo daquela tolerância que tanto exaltam da boca para fora, substituindo-o pelo ódio projetivo, insano, misto de terror, que só enxerga no rosto do oponente a imagem do demônio que os intimida por dentro e os leva a sentir-se ameaçados quando ameaçam, perseguidos quando perseguem, oprimidos quando oprimem, odiados quando odeiam?

Quem os ensinou a temer a tal ponto os argumentos vindos de uma voz solitária que, ao menor risco de ouvi-la, sentem a necessidade de sufocá-la com gritos e ameaças, e acreditam ser isso a apoteose da democracia, da liberdade e dos direitos humanos? Quem os doutrinou para crer que qualquer desafio às suas convicções é crime e não pode ser tolerado nem por um minuto? Será que foram Luiz Mott e Jean Wyllys?

Quem os ensinou a imaginar a estrutura do poder de cabeça para baixo, com dois ou três cidadãos isolados e sem recursos no topo, e o conjunto das forças internacionais bilionárias em baixo, gemendo sob o jugo implacável de algum Wellington Monteiro, Júlio Severo ou Olavo de Carvalho?

Quem os ensinou a enxergar “crimes de ódio”, imputáveis à consciência religiosa, em cada assassinato de homossexuais praticado por garotos de programa, com toda a evidência homossexuais eles próprios e desprovidos, é claro, de qualquer vestígio de escrúpulos religiosos? Quem os ensinou a proclamar, diante desses assassinatos, que “a Igreja tem as mãos sujas de sangue”, quando o próprio Movimento Gay da Bahia confessa ser a maior parte deles cometida por profissionais do sexo e até hoje não se exibiu nenhum, nem um único caso de homicídio cometido contra homossexuais por motivo de crença religiosa ou sentimentos conservadores?

Quem os ensinou a desprezar a tal ponto a realidade e apegar-se a lendas insanas, carregadas de ódio injusto contra inocentes que nunca lhes fizeram mal algum além de discordar de suas opiniões, e que não têm aliás o mais mínimo meio de defesa contra os ataques multitudinários e bem subsidiados que se movem contra eles?

Posso explorar essas perguntas em artigos vindouros durante anos, mas nenhuma resposta vai jamais atenuar a estranheza de um fenômeno deprimente, abjeto, moralmente inaceitável: a perda do sentimento de justiça e de honra por toda uma geração de brasileiros. Eu mesmo, quando li “O imbecil juvenil” em 2006, não esperava que o mecanismo sociológico ali descrito por Olavo de Carvalho se tornasse, por assim dizer, oficializado, consagrando como virtudes cívicas a covardia, o servilismo grupal e o assalto coletivo a bodes expiatórios desproporcionalmente mais fracos

Revolta Dos Rebeldes Sem Causa.

Minhas opiniões contrárias às pretensões legiferantes do Movimento Gayzista e os elogios que recebo diariamente pelo meu twitter parece que suscitou alguma revolta no galinheiro.
Com três dias de atraso, isto é, com a velocidade usual das suas conexões neuronais, Wilson Gomes e sua trupe composta por Thiago Fiago, Misantroppo, Filipe Costa, Pollyana Neri, entre outros, protestam contra a minha desmontagem do discurso vagabundo, invejoso e mendaz que eles fazem contra as religiões desse país, em especial o cristianismo. Wilson Gomes aproveita a ocasião para avisar que é “um galináceo viril, com crista rubra, peito altivo, esporão agudo, ameaçador”. Sei que isso é verdade. Meu cachorro já comeu vários desses bichos.

Ainda mal refeito do ovo monstruoso e disforme que botou a meu respeito com o título de “homofóbico!” (sim, com exclamação, para que ninguém pense que é pouca porcaria), Wilson Gomes, compilador de velhas teorias da conspiração que ele apresenta como suas e originalíssimas, cacareja que meus artigos e meu modo de pensar em relação a fraude, o engodo que o Movimento LGBT tenta impor no país, criminalizando opiniões e equiparando-as a crimes de violência extrema contra a comunidade homossexual, é totalmente retrógrado, fundamentalista e conservador. Aliás, como essa gente se apega à palavra “fundamentalismo. Me parece que eles não sabem que tudo tem fundamento, a matemática, ciência, gravidade, etc… Ninguém pula de um prédio de 25 andares porque acha que a gravidade é preconceituosa e fundamentalista por não mudar seus fundamentos para agradar o saltador. Pela exatidão de qualquer das três afirmações mede-se a veracidade das outras duas. Como eles também me acusam de calúnia, injúria e difamação, mas não dizem a quem caluniei, injuriei ou difamei, são eles quem, no mesmo ato, cometem esses três crimes contra mim, mas suponho que os faça também sob o efeito do seus traumas obstétricos – estado alterado de consciência do qual eles dão sinal alarmante ao gabar-se de ser “intelectuais de verdade” ( sic ).

Psicologia Gay: Como Funciona A Cabeça Dos "Militantes Gayzistas" Do Nosso País.

Em comparação com a perseguição anticristã no mundo, a suposta discriminação dos gays é, na melhor das hipóteses, uma piada. Ao longo dos últimos cem anos, nas democracias capitalistas, nenhum homossexual jamais sofreu, por ser homossexual, humilhações, perigos e danos comparáveis, por exemplo, aos que a militância gay enlouquecida vem impondo ao escritor evangélico brasileiro Júlio Severo pelo crime de ser autor do livro O Movimento Homossexual.

A discriminação e marginalização dos homossexuais é real e grave nos países islâmicos e comunistas, especialmente em Cuba, mas as alianças políticas do movimento gay fazem com que ele prefira se manter calado quanto a esse ponto, descarregando suas baterias, ao contrário, justamente em cima das nações que mais mimam e protegem os homossexuais.

Dois livros que recomendo a respeito são “Gay New York: Gender, Urban Culture and the Making of the Gay Male World, 1890- 1940” , de George Chauncey, New York, Basic Books, 1994, e “Bastidores de Hollywood: A Influência Exercida por Gays e Lésbicas no Cinema, 1910- 1969” , de William J. Mann, publicado em tradução brasileira pela Landscape Editora, de São Paulo, em 2002. Nenhum dos dois foi escrito por inimigos da comunidade gay. Ambos mostram que, em dois dos mais importantes centros culturais e econômicos dos EUA os gaystinham já desde o começo do século XX um ambiente de muita liberdade, no qual, longe de ser discriminados, gozavam de uma posição privilegiada – justamente nas épocas em que a perseguição a cristãos e judeus no mundo subia às dimensões do genocídio sistemático.
Em hipótese alguma a comunidade gay pode se considerar ameaçada de extinção ou vítima de agressões organizadas comparáveis àquelas que se voltaram e voltam contra outros grupos humanos, especialmente religiosos. Ao longo de toda a minha vida, nunca vi nem mesmo alguém perder o emprego, no Brasil, por ser homossexual. Ao contrário, já vi grupos homossexuais dominando por completo seus ambientes de trabalho, incluisive na mídia.

Se, apesar disso, o sentimento de discriminação continua real e constante, ele não pode ser explicado pela situação social objetiva dessa comunidade: sua causa deve estar em algum dado existencial mais permanente, ligado à própria condição de homossexual. Talvez esta última contenha em si mesma algum estímulo estrutural ao sentimento de rejeição. A mim me parece que é exatamente isso o que acontece, e por um motivo bastante simples.

A identidade heterossexual é a simples tradução psíquica de uma auto-imagem corporal objetiva, de uma condição anatômica de nascença cuja expressão sexual acompanha literalmente a fisiologia da reprodução. Ela não é problemática em si mesma. Já a identidade homossexual é uma construção bem complicada, montada aos poucos com as interpretações que o indivíduo dá aos seus desejos e fantasias sexuais. Ninguém precisa “assumir” que é hetero: basta seguir a fisiologia. Se não houver nenhum obstáculo externo, nenhum trauma, a identidade heterossexual se desenvolverá sozinha, sem esforço. Mas a opção homossexual é toda baseada na leitura que o indivíduo faz de desejos que podem ser bastante ambíguos e obscuros.

A variedade de tipos heterogêneos abrangidos na noção mesma de “homossexual” – desde o macho fortão atraído por outros iguais a ele até o transexual que odeia a condição masculina em que nasceu – já basta para mostrar que essa leitura não é nada fácil. Trata-se de perceber desejos, interpretá-los, buscar suas afinidades no mundo em torno, assumi-los e fixá-los enfim numa auto-imagem estável, numa “identidade”. Não é preciso ser muito esperto para perceber que esse desejo, em todas as suas formas variadas, não é uma simples expressão de processos fisiológicos como no caso heterossexual (descontadas as variantes minoritárias deste último), mas vem de algum fator psíquico relativamente independente da fisiologia ao ponto de, na hipótese transexual, voltar-se decididamente contra ela.

A conclusão é que o desejo em si mesmo, o desejo consciente, assumido, afirmado – e não o desejo como mera manifestação passiva da fisiologia –, é a base da identidade homossexual. Mas uma identidade fundada na pura afirmação do desejo é, por sua própria natureza, incerta e vacilante, porque toda frustração desse desejo será vivenciada não apenas como uma decepção amorosa, mas como um atentado contra a identidade mesma. Normalmente, um heterossexual, quando suas pretensões amorosas são frustradas, vê nisso apenas um fracasso pessoal, não um ataque à heterossexualidade em geral. No homossexual, ao contrário, o fato de que a maioria das pessoas do seu próprio sexo não o deseje de maneira alguma já é, de algum modo, discriminação, não só à sua pessoa, mas à sua condição de homossexual e, pior ainda, à homossexualidade em si.

É por isso que os homossexuais se sentem cercados de discriminadores por todos os lados, mesmo quando ninguém os discrimina, no sentido estrito e jurídico em que a palavra discriminação se aplica a outras comunidades. A simples repulsa física do heterossexual aos atos homossexuais já ressoa, nas suas almas, como um insulto humilhante, embora ao mesmo tempo lhes pareça totalmente natural e improblemática, moralmente, a sua própria repulsa ao intercurso com pessoas do sexo oposto e até com outro tipo de homossexuais, que tenham desejos diferentes dos seus. Tempos atrás li sobre a polêmica surgida entre gaysfreqüentadores de saunas, que não admitiam a presença de transexuais nesse ambiente ultracarregado de símbolos de macheza. “Tenho nojo disso”, confessavam vários deles. Imagine o que diria o movimento gay se declaração análoga viesse de heterossexuais. Seria um festival de processos. Mas o direito do gay a um ambiente moldado de acordo com a forma do seu erotismo pessoal não parecia ser questionável. Nem muito menos o era o seu direito à repulsa ante os estímulos adversos – a mesma repulsa que o macho hetero sente ante a hipótese de ir para a cama com homos e transexuais, mas que neste caso se torna criminosa, no entender do movimento gay.

Em suma, para os gays , expressar a forma específica e particular dos seus desejos – e portanto expressar também a repulsa inversamente correspondente – é uma questão de identidade, uma questão mortalmente séria, portanto um “direito” inalienável que, no seu entender, só uma sociedade opressiva pode negar. A repulsa do hetero ao homossexualismo, ao contrário, é uma violência inaceitável, como se ela não fosse uma reação tão espontânea e impremeditada quanto a dos gays machões pelos transexuais pelados numa sauna (um depoimento impressionante a respeito vem nas “Memórias do Cárcere” de Graciliano Ramos: o escritor, insuspeito de preconceitos reacionários, tinha tanto nojo físico dos homossexuais que, na prisão, rejeitava a comida feita pelo cozinheiro gay). De acordo com a ideologia do movimento, só osgays têm, junto com o direito à atração, o direito à repulsa. Os heteros que guardem a sua em segredo, ao menos por enquanto. O ideal gay é eliminá-la por completo. Mas isto só será possível quando todos os seres humanos forem homossexuais ao menos virtualmente. Daí a necessidade de ensinar o homossexualismo desde a escola primária.

Os objetivos do movimento gay vão muito além da mera proteção da comunidade contra perseguições, aliás inexistentes na maioria dos casos, a não ser que piadinhas ou expressões verbais de rejeição constituam algo assim como um genocídio. Instaurar o monopólio gay do direito à repulsa exige a reforma integral da mente humana. A ideologia gay é a forma mais ambiciosa de radicalismo totalitário que o mundo já conheceu.

Golpe De Estado.

Não acreditar em nada que seja apresentado como fato pelo Movimento LGBT ou por seu associado Grupo Gay da Bahia é uma precaução tão elementar quanto trancar as portas e janelas à noite. Com a astúcia de um lobo faminto, o Movimento LGBT brasileiro tenta excluir a bancada evangélica do Congresso. Segundo a Procuradora Simone Andréa Barcelos Coutinho (apadrinhada por Jean Wyllys e cia.), um Estado verdadeiramente Laico não pode ter bancada religiosa. É de conhecimento quase que geral que as principais tentativas de criação de leis nas quais os homossexuais sejam privilegiados esbarra na bancada evanélica. Bom, eu gostaria de dizer que Estado Laico não tem nada a ver com “exclusão” de bancada religiosa. Afinal, o Estado é laico mas não é ateu. A sociedade brasileira tem religião.

O Estado Laico consiste em simplesmente que o Estado não pode interferir nas decisões religiosas, nem tomar decisões referentes ao país baseada na religiosidade, ou seja, o Estado não tem religião nenhuma. Só que tem uma coisa, se o Estado não tem religião, mas a sociedade tem, então ele deve seguir a religião predominante nessa sociedade, no nosso caso o Cristianismo. Ou então ele vai tentar impor a sua não religiosidade à sociedade (como desejam os Movimentos LGBTs e o Jean Wyllys) e aí isso já se transforma num combate religioso, um combate ateístico contra a sociedade. O Estado Brasileiro foi fundado e estruturado pelos Jesuítas, e não pelo Movimento LGBT. E isso aconteceu muito antes de existir o Estado Brasileiro como Monarquia ou República. Sobretudo, a ação da Igreja Católica na estuturação do Brasil antecedeu de muito à ação do Estado.

Veja, durante três séculos (leia lá Capítulos de História Colonial, do Cap. de Abreu) não existiu sequer uma administração colonial nessas terras. Estavam só os Jesuítas trabalhando para construir o Brasil. Depois chega o Estado (tardiamente), o Estado só veio parar aqui porque a família real portuguesa foi expulsa de Portugal (não era porque eles amavam o Brasil, mas porque não dava pra continuar lá e eles vieram pra cá e Dom João VI fundou o Estado Brasileiro – não que ele não tenha nenhum mérito nisso, claro que tem). Porém, que direito ele tem de usurpar uma obra civilizadora que foi da Igreja e para qual ele não contribuiu em nada? Então, o Estado foi o último a entrar na história, entendem? Quem manda no Estado é a sociedade. Se o Estado quer moldar a sociedade a sua imagem e semelhança, então é um Estado totalitário e tem que ser derrubado. Então não tem direito algum de censurar qualquer manifesto popular, qualquer pensamento contrário a uma orientação sexual, muito menos se for uma orientação sexual que é rejeitada pela religião predominante da sociedade brasileira. Isso não é homofobia, é igualdade e pleno direito. Você faz o que quiser da sua vida, se deleita com quem quiser, e eu prego o que eu achar melhor na minha religião, de acordo com o que eu acredito.

Só que o Jean Wyllys que mais é um demagogo que qualquer outra coisa quer convencer a sociedade de que existe um complô assassino liderado pelas igrejas evangélicas de que os cristãos estão pregando o ódio aos homossexuais, coisa que não existe. Eu desafio qualquer um a me dizer se já viram um pastor dizer a seus seguidores que caso eles encontrem um homossexual, o matem, o agridam. Isso nunca ocorreu.
Com o pretexto de “Estado Laico”, o Movimento LGBT quer segregar a bancada evangélica do Congresso. Mas onde é que fica a “Igualdade” que eles, os homossexuais, tanto pregam? Segregar um segmento apenas para benefício de outro é igualdade de direito?

Toda a argumentação em favor da lei dita “anti-homofóbica” é fraude, é engodo, é estelionato. Vamos permitir que os vigaristas que a inventaram nos ponham na cadeia e dêem um Golpe de Estado?

Orlando Silva: Um Morto Vivo No Ministério.

A decisão de Dilma Rousseff de manter no governo um ministro sangrando em praça pública é a opção pela agenda negativa. Desde maio, quando estourou o caso Palocci, Dilma convive com essa agenda – corrupção, malfeitos, escândalos.
A partir daí, com precisão de relógio suíço, caíram os ministros dos Transportes, Agricultura e Turismo (não convém lembrar dos seus nomes aqui, são figuras menores que ocupavam cargos relevantes). Nenhum dos programas de governo de Dilma parecem existir – alguém aí lembra-se que foi lançado o Brasil contra a Miséria?
Pode se argumentar que, apesar de tudo isso, sua popularidade está nos céus. Está, sim. E o motivo é o de sempre: a economia continua relativamente bem (mais ainda em comparação ao resto do mundo) e os níveis de emprego e renda – termômetros fundamentais – mantêm-se em alta. Mas neste primeiro ano de governo, a marca de um ministério fraco, tomado por gente encrencada, se solidificou. E essa fatura pode ser cobrada lá na frente.
Se nos casos anteriores, Dilma trocou Antônio Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi e Pedro Novais por ministros que até agora não lhe trouxeram problemas, com Orlando a aposta foi bancá-lo numa prorrogação imprevisível. Isso ocorreu em parte por que seus aliados (de Lula ao PMDB) a criticam por ceder com facilidade “às denúncias da mídia”.
A decisão de Dilma é, portanto, também uma estratégia – ainda que arrriscada – para baixar o fogo da chiadeira da base governista. É uma gente que reclama como se o problema estivesse na faxina e não na sujeira.
A opção de Dilma, portanto, foi a de continuar a ver o Ministério do Esporte nas manchetes e ter Orlando Silva como uma espécie de protagonista moral do governo.
Da cartola do ministério do Esporte já saiu de tudo: fraudes milionárias em convênios com ONGS ligadas ao PCdoB, mulher do ministro recebendo dinheiro público, o Procurador-Geral da República pedindo ao STF que investigue Orlando “por graves irregularidades”, fitas gravadas mostrando cumplicidade entre assessores do ministro e um ongueiro implicado em irregularidades. Já são dezenas de furos no casco. A tendência é sair muito mais coelho desta cartola. E Dilma age como se o número 1 do ministério não tivesse nada a ver com isso.
O que se verá a partir de hoje, o primeiro dia útil depois que Dilma decidiu manter Orlando, é um Ministro do Esporte de perna quebrada tentando exercer suas funções. E tendo que dar novas explicações para revelações de velhos malfeitos.
Por um lado, Orlando Silva estará sendo investigado pela Procuradoria-Geral da República. Por outro, estará tomando decisões sobre a Copa 2014 e a Olimpíada 2016. A solução de tirar de Orlando a caneta para assuntos importantes do ministério só evidenciará sua condição de morto-vivo.